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Carlos Costa e o colapso do BES. Negligente ou injustiçado?

Carlos Costa vai ao Parlamento defender-se mais uma vez. O Massa Monetária sintetiza as críticas, as justificações do governador e o contexto particular em que surgem: um ano decisivo para o futuro do Banco de Portugal e de Carlos Costa.

Reuters
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 13:33
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Carlos Costa vai ao Parlamento defender (mais uma vez) a sua actuação na crise BES, o banco que colapsou em 2014, meses depois do fim do programa de ajustamento da troika, e que segundo algumas estimativas já terá custado à economia nacional quase 10% do PIB. A polémica voltou a aquecer há umas semanas após uma reportagem da SIC (Assalto ao Castelo) que descreveu o desempenho do Banco de Portugal (BdP) entre o hesitante e negligente.

Os críticos de Carlos Costa defendem que o banco central deveria ter agido de forma mais decidida na crise do BES, retirando a idoneidade a Ricardo Salgado, e forçando uma intervenção pública se necessário. O preço da hesitação foi elevado, continuam: o BdP não evitou o colapso do banco, nem poupou dinheiro aos contribuintes que acabaram a ser chamados a financiar a resolução, e pelo caminho permitiu (e para alguns até incentivou) que muitos investidores perdessem dinheiro no aumento de capital realizado em Junho de 2014.

Carlos Costa defende-se argumentando que legalmente não podia fazer mais do que fez, que foi ao limite da pressão que lhe era permitida, e que o colapso do BES só se tornou inevitável por actos de gestão adoptados na recta final da gestão de Ricardo Salgado, e conhecidos após o aumento de capital.

Com tanto alarido nas últimas semanas vale a pena sintetizar os argumentos, contra-argumentos e o contexto particular em surgem: um ano decisivo para o futuro do Banco de Portugal e para o mandato de Carlos Costa à frente da instituição.

Leia a análise completa no Massa Monetária.

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