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CEO da Randstad: "Os salários médios estão em risco de desaparecer"

O CEO da Randstad, José Miguel Leonardo, acredita que a revolução digital a que se assiste vai acentuar uma "clivagem" entre quem ganha pouco e quem ganha muito, reduzindo assim a classe média existente.

Miguel Baltazar/Negócios
Wilson Ledo wilsonledo@negocios.pt 13 de Julho de 2016 às 11:28
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A posição foi tomada esta quarta-feira, 13 de Julho, na conferência anual do Negócios, subordinada ao tema "(r)evolução digital". "Os salários médios estão em risco de desaparecer. Esta classe média tende a encurtar-se", afirmou.


José Miguel Leonardo (na foto) recordou que as actividades que envolvem rotinas acabam por ser as mais prejudicadas pelas novas exigências do digital, dando o exemplo de actividades de centros de assistência telefónica ou de fabricação em série como as mais prejudicadas. Em suma, "aquelas em que a intervenção humana ainda é necessária".


"O risco grande da economia portuguesa é que fiquemos enclausurados neste meio", alertou, apontando a formação e conversão profissional como eventuais soluções.

"Estes miúdos preferem ir trabalhar para start-ups", reforça o presidente do IAB, Bernardo Rolo, relembrando um "problema muito grande" que acentua esta volatilidade no mercado de trabalho: "o perfil dos investidores".

 

O responsável acredita também que a digitalização é um processo "irreversível" e recorda que "o consumidor, de uma forma isolada, é muito difícil de organizar".

 

"Existe muito a tendência das marcas de achar que conseguem ir a todas as pessoas. O grande desafio do momento é perceber como é que vamos a dois níveis diferentes activar estes consumidores", identificou. Para tal, é preciso organizar e interpretar a informação que as empresas vão recolhendo dos seus consumidores.

 

Bernardo Rodo abordou também o impacto que a saída do Reino Unido da União Europeia poderá ter. "Teme-se que haja algum efeito de contágio na indústria [criativa], porque há muita inovação que vem de lá".

 

Carlos Leite, director da HP, posiciona que Portugal está bem posicionado no campo tecnológico. "Estamos a liderar muito boas iniciativas na revolução digital", diz. Para o gestor, é preciso perceber que este processo "está para ficar, é inevitável".

 

Questionado sobre a "cloud" [armazenamento remoto de dados], Carlos Leite define-a como uma alternativa mais rentável para os negócios. "Não é o bicho-papão que as pessoas pensam", brinca.

(Notícia actualizada às 11:40 com mais declarações)

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