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Corte surpresa nas taxas de juros realça dilema político de Pequim

O banco central chinês surpreendeu o mercado ao subir os juros pela primeira vez desde janeiro, pondo em destaque as tentativas do regime em relançar a economia e a liquidez financeira, enquanto estimulam o consumo interno.

Negócios jng@negocios.pt 16 de Agosto de 2022 às 14:01
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O corte surpresa nas principais taxas de juro da China, esta segunda-feira, realça o dilema enfrentado por Pequim, já que os governantes tentam implementar medidas que visem relançar o crescimento da economia e do sistema financeiro chineses, ao mesmo que enfrentam uma escassez de procura por parte dos consumidores, de acordo com os analistas consultados pela agência Reuters. 

O Banco Popular da China (PBOC) reduziu as taxas de juro a médio prazo, que permitem empréstimos a um ano, em dez pontos base para 2,75%, sendo que este é o primeiro corte desde janeiro. 
Os novos níveis não são favoráveis para os bancos rentabilizarem os empréstimos que já efetuam entre si a taxas muito baixas.

Neste sentido, os especialistas alertam para a necessidade de implementar medidas que revigorem uma economia que tem sido afetada pela crise imobiliária e pelos efeitos da pandemia de covid-19.

Atualmente, o PBOC enfrenta o desafio de uma parcial armadilha de liquidez, avisa Alicia Garcia Herrero, citada pela Reuters. A economista chefe para a Ásia-Pacífico da Natixis considera que a capital chinesa precisa de medidas que potenciem o crescimento económico sustentado, nomeadamente injeções de liquidez em bancos de menor dimensão para que financiem as pequenas empresas.

No entanto, outros analistas veem como prioritário que a China opte por políticas monetárias expansionistas para impulsionar a economia. Em causa estão medidas mais brandas relacionadas com a pandemia de coronavírus e com o resgate público a empresas em falência.

Rocky Fan, analista de economia da Guolian Securities, afirma que a crise do mercado imobiliário se tem revelado um entrave à confiança generalizada, uma vez que os cidadãos não querem comprar casas em condições de mercado instáveis e enfrentar boicotes para pagar hipotecas por habitações inacabadas.

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