Economia portuguesa com evolução «desfavorável» no trimestre terminado em Agosto
A economia portuguesa registou uma «evolução desfavorável na generalidade dos sectores» no trimestre terminado em Agosto deste ano, refere a Direcção Geral de Estudos e Previsão, do Ministério das Finanças.
A economia portuguesa registou uma «evolução desfavorável na generalidade dos sectores» no trimestre terminado em Agosto deste ano, refere a Direcção Geral de Estudos e Previsão, do Ministério das Finanças.
Na Nota Mensal de Conjuntura de Setembro de 2002, a DGEP diz que «os indicadores relativos ao consumo privado e investimento foram, em termos gerais, desfavoráveis».
A mesma fonte afirma que «o ambiente de incerteza relacionado com o atraso na recuperação da economia internacional e o contexto económico nacional reflectiram-se na retracção das decisões de consumo e de investimento dos agentes económicos».
O Governo português reviu recentemente em baixa a previsão para o crescimento da economia nacional este ano, para um novo intervalo entre 0 e 1%. Estes valores coincidem com as estimativas do Banco de Portugal.
«As perspectivas de crescimento económico nestas duas áreas (Zona Euro e EUA), para os últimos dois trimestres do ano, foram revistas em baixa», refere a DGEP.
Crescimento do consumo energético abranda para 2,3%
Para exemplificar o «fraco dinamismo» da actividade económica em Portugal a DGEP diz que o consumo energético abrandou.
Em termos de evolução corrigida de temperatura e dias úteis, o consumo energético aumentou 2,3% até Agosto, o que compara com um aumento de 6,8% no mesmo período do ano passado.
«Os dados relativos ao consumo privado registaram uma evolução desfavorável no trimestre terminado em Agosto: o indicador de confiança dos consumidores manteve-se em níveis baixos e a actividade no comércio a retalho continuou fraca», refere a DGEP, que acrescenta que o investimento teve também uma evolução negativa.