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Espanha cria novo imposto sobre a banca e setor energético

O líder do governo espanhol anunciou esta terça-feira dois novos impostos: um sobre a banca e outro para as empresas energéticas. O objetivo é arrecadar, com os dois, 3.500 milhões de euros por ano, ao longo de dois anos.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, durante o discurso do Estado da Nação JAVIER LIZON/EPA
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Espanha vai avançar com um imposto excecional aos bancos, como estratégia governamental para reduzir o impacto económico da guerra na Ucrânia e do aumento da inflação.

O novo imposto vai estar em vigor durante dois anos, tendo como objetivo angariar 1,5 mil milhões de euros por ano, anunciou esta terça-feira o primeiro-ministro Pedro Sánchez.

Sánchez apresentou este novo imposto durante o debate do estado da nação, e integrou-o num conjunto de políticas económicas, que inclui também um aumento dos subsídios para os transportes, e um novo imposto sobre o setor energético, que espera vir a gerar 2 mil milhões de euros por ano.

"Vamos pôr em marcha um imposto aos lucros das grandes empresas energéticas, que irá angariar 2 mil milhões. Será um imposto excecional a grandes empresas energéticas que entrará em vigor em 2023 e 2024 e afetará os lucros extraordinários obtidos pelos grupos dominantes no setor do gás e do petróleo", afirmou o primeiro-ministro, citado pelo jornal El Mundo.

Neste primeiro dia de debate, Sánchez anunciou ainda uma ajuda complementar de 100 euros mensais para todos os estudantes bolsistas com menos de 16 anos até ao final do ano, o que vai abranger cerca de um milhão de jovens, escreve o El País.

"Sei que cada vez mais custa chegar ao fim do mês. Compreendo a angústia, a frustração e também o incómodo de todos porque também o sinto. Devemos adotar medidas de poupança energética", disse, referindo-se à limitação do uso de aquecimento ou ar condicionado. "Podemos fazê-lo e vamos fazê-lo", garantiu.

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