pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

EUA e países do Golfo pressionam ONU para exigir que Teerão reabra Ormuz

"Acreditamos em princípios fundamentais, como a liberdade de navegação para todos os países do mundo. É isso que está em causa aqui", declarou à imprensa o embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, rodeado dos homólogos do Bahrein, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar e do Kuwait.

Embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz
Embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz Jose Luis Magana/AP
07 de Maio de 2026 às 22:30

Os Estados Unidos e vários países do golfo Pérsico instaram esta quinta-feira o Conselho de Segurança da ONU a exigir ao Irão que "deixe de impedir" a navegação no Estreito de Ormuz.

Esta pressão surge numa altura em que um projeto de resolução nesse sentido corre o risco de ser vetado.

"Acreditamos em princípios fundamentais, como a liberdade de navegação para todos os países do mundo. É isso que está em causa aqui", declarou à imprensa o embaixador norte-americano na ONU, Mike Waltz, rodeado dos homólogos do Bahrein, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Qatar e do Kuwait.

Há alguns dias, EUA e Bahrein apresentaram aos membros do Conselho de Segurança uma proposta de resolução estipulando que o Irão deve "cessar imediatamente todos os ataques e ameaças" a navios e "qualquer tentativa de impedir" a liberdade de navegação naquele estreito estratégico, incluindo "a colocação de minas" e a criação de "portagens ilegais".

O texto exige igualmente que Teerão divulgue o número e a localização das minas e as remova e permita, além disso, a definição pela ONU de um "corredor humanitário", em especial para a passagem de fertilizantes, para impedir uma fome global.

"O mundo precisa de tomar uma posição e dizer que não se pode, de forma indiscriminada, colocar minas no oceano só porque se tem um diferendo com outra parte", insistiu Mike Waltz.

"Quem se oporá a isso?", perguntou, referindo-se à ameaça de veto de alguns membros permanentes do Conselho de Segurança.

Em meados de março, o Conselho aprovou uma resolução muito firme contra Teerão, exigindo o "fim imediato" dos ataques aos vizinhos do golfo Pérsico e condenando o bloqueio do estreito de Ormuz.

A Rússia e a China abstiveram-se nessa ocasião, mas ambas vetaram depois, no início de abril, um texto que incentivava os Estados envolvidos a coordenarem esforços, "de natureza defensiva", para garantir a liberdade de navegação.

E, segundo fontes diplomáticas, a Rússia, aliada da República Islâmica, indicou na quarta-feira estar preparada para bloquear o novo texto.

A missão do Irão junto da ONU condenou o projeto de resolução, em mensagem difundida nas redes sociais, classificando-o como "politicamente motivado" e apelando aos membros do Conselho para "agirem com base na lógica, na justiça e nos princípios, e não sob pressão".

Teerão mantém bloqueado o estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio global de combustíveis fósseis, desde 28 de fevereiro, data em que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra a República Islâmica que já fez milhares de mortos, sobretudo no seu território e no do Líbano, e abalou a economia mundial.

Washington, por sua vez, mantém o bloqueio aos portos iranianos, imposto a 13 de abril, cinco dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.