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Forças iranianas e EUA reacendem hostilidades em Ormuz. Cessar-fogo continua em vigor, diz Trump

Os militares norte-americanos responderam a um ataque iraniano sobre contratorpedeiros que navegavam do estreito de Ormuz para o golfo de Omã, confirmou o Comando Central. Foram ouvidas explosões na ilha de Qeshm e na cidade de Bandar Abbas. Presidente dos EUA desvalorizou incidente.

Petroleiro ancorado no estreito de Ormuz, junto à ilha de Qeshm
Petroleiro ancorado no estreito de Ormuz, junto à ilha de Qeshm AP
22:42

As hostilidades entre iranianos e norte-americanos regressaram esta quinta-feira. O Comando Central confirmou que "as forças dos EUA intercetaram ataques não provocados e responderam com medidas de autodefesa enquanto torpedeiros da Marinha transitavam do estreito de Ormuz para o golfo de Omã".

Numa mensagem no X, o Centcom acrescenta que “foram atacadas as instalações militares iranianas responsáveis pelos ataques às forças norte-americanas" e que não foram atingidos ativos dos EUA. 

De acordo com a publicação, as forças iranianas lançaram vários mísseis, drones e pequenos barcos contra três contratorpedeiros. Em resposta, os EUA atacaram locais de lançamento de drones e mísseis, centros de controlo e comando e unidades de reconhecimento, vigilância e recolha de informação.           

"O Centcom não procura a escalada mas continua posicionado e preparado para proteger as forças americanas", refere a publicação. Uma fonte da administração norte-americana disse à Fox News que, apesar dos ataques norte-americanos sobre o porto de Qeshm e a cidade portuária de Bandar Abbas, isto “não significa o recomeço da guerra”.

Depois dos ataques, numa entrevista telefónica com a ABC News, Trump garantiu que "o cessar-fogo não terminou" e que "está em vigor", chamando ao incidente "um gesto de amor".

Os media estatais iranianos tinham noticiado antes uma troca de tiros com "o inimigo" norte-americano na ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz. Segundo a televisão estatal, as forças da República Islâmica abriram fogo em retaliação pelo "ataque militar dos Estados Unidos a um petroleiro iraniano".

A mesma fonte relatou anteriormente explosões em Qeshm, localizada no estreito de Ormuz. Também foram ouvidas explosões na cidade portuária de Bandar Abbas, que fontes citadas pelos media iranianos atribuíram inicialmente a um ataque dos Emirados Árabes Unidos. 

Após o ataque ao petroleiro iraniano, "as unidades inimigas no estreito foram alvejadas por mísseis iranianos e forçadas a fugir após sofrerem danos", informou o canal de notícias IRIB, citando um oficial militar não identificado.  

Após os incidentes, Comando das Forças Armadas iranianas acusou os EUA de violarem o cessar-fogo em vigor ao atacarem navios perto do estreito de Ormuz.

As forças armadas dos Estados Unidos, "violando o cessar-fogo, alvejaram um petroleiro iraniano que deixava a costa iraniana (...), para o estreito de Ormuz, bem como outra embarcação que entrava no estreito, perto do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos", afirmou o Comando das Forças Armadas Khatam Al-Anbiya, citado pelo canal de televisão IRIB.

Segundo a agência de notícias iraniana Tasnim, o porta-voz acusou Washington de atacar também "zonas civis na costa do porto de Khaur Mir, Sirik e da Ilha de Qeshm", sublinhando que estes ataques foram realizados "em colaboração com alguns países da região".

As Forças Armadas iranianas, por sua vez, responderam "imediatamente, atacando navios militares norte-americanos no estreito de Ormuz, a leste, e a sul do porto de Chabahar, infligindo danos significativos", acrescentou a mesma fonte, em comunicado divulgado pela televisão estatal.

"A nação criminosa e agressiva dos Estados Unidos e os países que a apoiam devem saber que a República Islâmica do Irão, tal como no passado, responderá com força e sem a menor hesitação a qualquer agressão", declarou.

*Com Lusa

Notícia atualizada às 22:40 com declarações de Trump   

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