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Wall Street recua de máximos históricos com ceticismo a inundar mercados

Os investidores já não estão tão otimistas como na quarta-feira em relação a um possível acordo de paz entre EUA e Irão. O barril de petróleo voltou a negociar acima dos 100 dólares, atirando as ações para o vermelho.

 Wall Street
Wall Street Seth Wenig / Associated Press
21:20

Os principais índices norte-americanos encerraram a penúltima sessão da semana em território negativo, caindo dos máximos históricos registados no arranque da negociação, num dia em que os investidores se mostraram mais céticos em relação a um possível acordo de paz entre EUA e Irão. Os preços do petróleo também acabaram por inverter o sentido e o crude de referência para a Europa está a negociar novamente acima dos 100 dólares por barril. 

Depois de terem atingido um novo recorde no arranque da sessão, o S&P 500 e o tecnológico Nasdaq Composite fecharam a negociação com perdas de 0,38% para 7.337,11 pontos e 0,13% para 25.806,20 pontos, respetivamente. Por sua vez, o industrial Dow Jones registou uma queda mais substancial, de 0,63% para 49.596,97 pontos

De acordo com o Wall Street Journal, a Administração Trump quer retomar o chamado "Projeto Liberdade" - uma iniciativa de escolta de embarcações pelo estreito de Ormuz, que tem o objetivo de contornar o bloqueio iraniano imposto na via marítima. O programa tinha sido interrompido na madrugada de quarta-feira, com os EUA a tentarem mandar um sinal ao Irão de que estariam mais disponíveis para negociar um acordo de paz. 

A Casa Branca chegou mesmo a enviar um memorando de 14 pontos ao Paquistão, que tem servido de mediador desde que as conservações entre as duas partes começaram, mas até agora ainda não obteve resposta do regime iraniano. Donald Trump deu 48 horas à República Islâmica para responder positivamente à proposta, que compreende a reabertura do estreito de Ormuz - sob pena dos bombardeamentos recomeçarem no Médio Oriente. No entanto, a postura pública dos altos representantes de Teerão tem indicado uma rejeição do acordo. 

"Neste contexto em que, basicamente, não se sabe se vai haver um acordo ou não - algo muito difícil de prever com esta nova liderança no Irão -, [o mercado] vai ficar à mercê das notícias e vai estar a agir de forma descontrolada", explica Max Layton, analista do Citigroup, à Bloomberg Television. 

Com a falta de desenvolvimentos na frente da guerra, os investidores viraram-se para a época de resultados, que já se encontra na reta final. Mais de 80% das empresas do S&P 500 que já apresentaram contas ao mercado conseguiram bater as expectativas dos analistas em termos de lucros, ultrapassando a média de 78% dos últimos cinco anos referente ao primeiro trimestre.

Esta quinta-feira, a Whirlpool afundou 11,91%, depois de a maior fabricante mundial de eletrodomésticos ter revisto em baixa as previsões de lucros para este ano e ter afirmado que a guerra no Irão provocou "um declínio no setor comparável a uma recessão". Já a cadeia de hamburguerias McDonald's recuou 0,1%, mesmo após ter conseguido superar as expectativas dos analistas em termos de lucros e vendas.

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