Excedente de 2025 dá margem para absorver défices esperados em 2026 e 2027, diz BFF
Segundo o BFF, Portugal é agora "caso único" na zona euro, sendo "a única economia de grande dimensão a combinar crescimento acima da média do bloco, um orçamento próximo do equilíbrio e dívida abaixo de 90% e em queda".
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A economia portuguesa estagnou no início do ano, mas a situação orçamental está melhor que o esperado e o excedente de 2025 dá margem para absorver défices em 2026 e 2027, antecipa o BFF.
"O excedente de 2025 dá ao Governo mais margem para absorver os défices moderados esperados em 2026--2027", lê-se no relatório do BFF Banking Group, intitulado "Choque Energético e Resiliência Orçamental", divulgado esta quinta-feira.
O relatório, elaborado em colaboração com a Nova SBE, destaca que a economia enfrentou uma desaceleração no início do ano, com o crescimento trimestral a estagnar no primeiro trimestre de 2026, refletindo "o impacto do conflito no Médio Oriente, a procura externa mais fraca e um choque nos preços da energia, que subiram 13,0% em termos homólogos e empurraram o IPC global para 3,4% em abril".
"Para contrariar estas fragilidades externas, que incluem um aumento de 29,9% nos custos unitários do trabalho desde o final de 2019 e perturbações industriais no início de 2026, o investimento surgiu como a principal surpresa positiva", indica o relatório, denotando uma mudança nos motores da economia, do consumo para o investimento.
Já o quadro orçamental "está melhor do que qualquer um esperava", após um excedente de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e a dívida pública nos 89,7% do PIB, o nível mais baixo desde junho de 2010, permitindo absorver choques.
Segundo o BFF, Portugal é agora "caso único" na zona euro, sendo "a única economia de grande dimensão a combinar crescimento acima da média do bloco, um orçamento próximo do equilíbrio e dívida abaixo de 90% e em queda".