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Fazer compras em Espanha não compensa

Os níveis de custo de vida entre Portugal e Espanha têm vindo a aproximar-se, mas continua a não compensar atravessar a fronteira para fazer compras no país vizinho.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 01 de Abril de 2010 às 13:34
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Os níveis de custo de vida entre Portugal e Espanha têm vindo a aproximar-se, mas continua a não compensar atravessar a fronteira para fazer compras no país vizinho.

Esta é uma das muitas conclusões que se podem retirar da 6ª edição da “Península Ibérica em Números”, produzida conjuntamente pelo Instituto Nacional de Estatística português e espanhol, hoje divulgada.

Tomando por referência o custo de vida na Bélgica, que acolhe a “capital” da União Europeia, os dados do INE sugerem que o custo de vida dos portugueses aumentou muito ligeiramente entre 2006 e 2008 (último ano para o qual são apresentados valores), tendo-se mantido cerca de 10% mais baixo do que o dos belgas.

Já o dos espanhóis recuou. Se em 2006, o custo de vida em Espanha era cerca de 2% inferior ao da Bélgica, em 2008 era 5%.

Contas feitas, as disparidades entre Portugal e Espanha atenuaram-se, mas, ainda assim, a diferença é aproximadamente de 5%, a favor de Portugal. Tendo em conta que os números mais recentes apresentados são de 2008, apenas para comprar bebidas alcoólicas e tabaco compensaria – e muito – cruzar a fronteira. Em Espanha, o seu preço era então 15% inferior à média europeia (UE-27), quando em Portugal a diferença era de 10%.

Alimentos e bebidas não alcoólicas e, sobretudo, artigos para o lar, eram mais baratos em Portugal. Já no vestuário e calçado, a disparidade de preços era a menor, com uma vantagem em torno de 3% para as compras feitas por cá.
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