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Fitch aponta para uma menor contracção no Brasil

A estabilização dos preços das matérias-primas deverá melhorar as economias dos países emergentes e ajudar a reduzir a contracção do crescimento em países como o Brasil e a Rússia, diz a Fitch.

Reuters
28 de Julho de 2016 às 00:58

A agência de notação financeira Fitch considera que a estabilização dos preços das "commodities" irá beneficiar países como o Brasil e a Rússia.

No relatório intitulado ‘Global Economic Outlook’, que foi divulgado na quarta-feira, 27 de Julho, a agência prevê que a economia brasileira registe uma contracção de 3,3% este ano, quando nas estimativas de Maio apontava para 3,8%.

A Fitch diz também que o Brasil deverá começar a recuperar já em 2017, projectando um crescimento de 0,7%. Para 2018 aponta uma expansão mais significativa da economia brasileira: 2%.

Segundo a agência, que no ano passado retirou a classificação da dívida soberana do Brasil da categoria de investimento de qualidade, colocando-a num patamar de "lixo" (investimento especulativo), a melhoria das suas estimativas resulta também do facto de a contracção do PIB brasileiro no primeiro trimestre (0,3%) ter sido inferior ao que se antevia.

No entender da Fitch, tanto a economia brasileira como a russa deverão começar a mostrar sinais de estabilidade em finais do presente ano.

Apesar das melhorias observadas nos países emergentes, a Fitch salienta um aumento dos riscos para a economia global depois do referendo que decidiu a saída dos britânicos da União Europeia (o chamado Brexit). 

Relativamente às 20 maiores economias (Fitch 20), a agência recuou no optimismo demonstrado em Maio passado. "Já não esperamos que o crescimento mundial seja de 3% em 2018, uma vez que estimamos agora que o crescimento das economias avançadas se mantenha estável e apenas ligeiramente acima de 1,5% nos próximos dois anos".

No que diz respeito aos membros da Zona Euro, "a nossa mais recente previsão de crescimento do PIB é de 1,7% em 2016 e de 1,4% em 2017-2018, contra 1,6% de 2016 a 2018 na estimativa de Maio", sublinha a agência no seu relatório.

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