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Gronelândia pede à NATO defesa e proteção perante ameaças dos EUA. Ministros reúnem amanhã

O apelo surge antes da reunião entre os ministros dos Dinamarca e da Gronelândia com o secretário de Estado norte-americano, em Washington. Governo "não pode aceitar sob nenhuma circunstância" anexação dos EUA.

Evgeniy Maloletka / Associated Press
13:08

A Gronelândia afirma que vai intensificar os esforços para garantir que a defesa do território seja feita dentro da aliança militar da NATO, em resposta às novas ameaças do Presidente dos EUA relativamente à necessidade de controlar a ilha.

No comunicado divulgado esta terça-feira pelo gabinete do primeiro-ministro da Gronelândia, o Governo disse que “todos os Estados-membros da NATO, incluindo os Estados Unidos, compartilham um interesse comum na defesa da Gronelândia. A coligação governamental do país, portanto, em cooperação com a Dinamarca, trabalhará para garantir que o diálogo e o desenvolvimento da defesa ocorram dentro da estrutura da NATO". 

O apelo à proteção surge antes de uma reunião, marcada para esta quarta-feira, entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca e Gronelândia com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em Washington. Estará também presente JD Vance, vice-presidente dos EUA, de acordo com a imprensa dinamarquesa. 

As conversações visam neutralizar as ameaças de Donald Trump de que pretende "adquirir" a Gronelândia, estando até disposto a pagar 100 mil dólares a cada cidadão. Considerada uma ilha de relevo estratégico e estando agora na mira dos EUA, a coligação da Gronelândia diz que esta é uma situação que "não pode aceitar sob nenhuma circunstância.”

Já esta segunda-feira, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer tentativa de anexar a Gronelândia pode pôr em causa a aliança militar. O ministro da defesa, Troels Lund Poulsen, anunciou uma reunião com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na próxima segunda-feira, em Bruxelas. 

Teresa Ribera, vice-presidente executiva da Comissão Europeia, condenou a abordagem dos EUA, apelidando as ameaças de Trump de "inaceitáveis", reiterando que o país "não está à venda". “É bastante óbvio que o projeto europeu foi alvo de ataques para ser destruído tanto externa como internamente”, disse, citada pela Bloomberg.

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