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Horas trabalhadas entre 2008 e 2016 aumentaram em Portugal e caíram em Espanha

Os dados divulgados pelo INE mostram que o número de horas trabalhadas a tempo inteiro em Portugal aumentaram entre 2008 e 2016 de 41,3 para 42,1, enquanto em Espanha recuou de 41,8 para 41,2. O risco de pobreza é maior em Espanha do que em Portugal.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 29 de Março de 2018 às 13:39
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O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal e a entidade congénere de Espanha realizaram um relatório comparativo dos dois países - Península Ibérica em Números – que entre outros dados mostra que o número de horas trabalhadas por semana a tempo inteiro em Portugal aumentou entre 2008 e 2016.

Em Portugal, o número de horas trabalhadas a tempo inteiro era de 41,3 horas em 2008, tendo aumentado desde então para 42,1 horas em 2016. Depois da diminuição de horas trabalhadas entre 2008 e 2010 e desde 2014 até 2016, a acentuada subida entre 2010 e 2014 (contempla o período de intervenção externa) fez com que o saldo tenha aumentado.

Pelo contrário, em Espanha as horas trabalhadas a tempo inteiro caíram de 41,8 em 2008 para 41,2 em 2016. No país vizinho a tendência é de descida neste período, excepção feita ao pequeno aumento registado entre 2012 e 2013. A média de horas trabalhadas no conjunto dos países da União Europeia foi de 41,4 horas em 2016.

Verifica-se uma tendência inversa em relação ao número de horas trabalhadas por semana a tempo parcial em 2016, já que tanto homens como mulheres trabalharam mais horas em Espanha do que em Portugal.

Em Espanha, os homens trabalharam por semana a tempo parcial 18,8 horas e as mulheres 18,9 horas, enquanto em Portugal trabalharam 17,2 horas e 20,6 horas, respectivamente.

Os dois países apresentam taxas reduzidas de população empregada nos sectores da agricultura, silvicultura e pesca. Em 2016 a percentagem de pessoas empregadas neste sector em Portugal era de 4,5% e em Espanha de 4,2%.

Acompanhando a tendência verificada na União Europeia, o sector dos serviços é o que emprega mais pessoas, empregando, em 2016, 70,1% em Portugal e 76,1% em Espanha.

 

Risco de pobreza é maior em Espanha do que em Portugal

Em relação ao ano de 2016, a percentagem de população em risco de pobreza ou exclusão social era maior no país vizinho (27,9%) do que em Portugal (25,1%), ambos os valores acima da média registada na UE (23,5%).

O risco de pobreza ou exclusão social cresce quando em causa está a população jovem com idades compreendidas entre 15 e 29 anos, com percentagens de 37,7% em Espanha e de 27,7% em Portugal, uma diferença que pode justificar-se com os maiores índices de desemprego verificados nesta faixa da população.

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