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Imigrantes ganham menos 7%, excepto em posições de topo

Em Portugal, os trabalhadores estrangeiros recebem em média, salários inferiores em 7% em relação aos trabalhadores portugueses. Mas há excepções. Nos lugares de topo, são os estrangeiros os trabalhadores mais bem pagos.

Reuters
Liliana Borges LilianaBorges@negocios.pt 18 de Dezembro de 2015 às 17:27
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Os imigrantes em Portugal têm, em média, remunerações mais baixas do que os trabalhadores portugueses. Dados do Observatório de Migrações apresentados esta sexta-feira, 18 de Dezembro, mostram que os trabalhadores estrangeiros apresentam remunerações bastante diferentes dos portugueses. Em média, o salário médio em Portugal em 2012 foi de 915 euros. No caso dos trabalhadores estrangeiros, a média dos salários foi de 855 euros, o que regista uma diferença de 7%.

Mas se a média é negativa para os trabalhadores estrangeiros, a situação é diferente nas posições de topo, ligadas a órgãos executivos.

Isto é, se compararmos as remunerações de gestores e directores entre portugueses e estrangeiros, os trabalhadores estrangeiros auferem mais de 40% do que os restantes trabalhadores do país no grupo profissional. E se olharmos para os técnicos e profissionais de nível intermédio, a diferença é ainda maior, com os trabalhadores estrangeiros a receberem mais de o dobro comparativamente à remuneração média. Enquanto o salário médio é de cerca de 1.217 euros, um trabalhador estrangeiro consegue, no mesmo cargo, cerca de 2.602 euros.

Por outro lado, nas restantes profissões, a discrepância é negativa. A maior diferença salarial é no sector da agricultura, pescas e floresta, onde os estrangeiros ganham menos 15% do que os salários médios da área. Também nos serviços sociais, de protecção, segurança e vendedores, os trabalhadores estrangeiros têm salários inferiores à média, neste caso de 9%.


Em Portugal, os americanos são os mais bem pagos e os paquistaneses quem menos recebe

Num segundo olhar, podemos verificar ainda que os dados das remunerações diferem também em função da nacionalidade. Por exemplo, em Portugal, os americanos são quem mais ganha em Portugal. Por comparação aos portugueses, os trabalhadores americanos, os mais bem pagos em Portugal, recebem mais 125%.

Já os paquistaneses são os trabalhadores mais mal pagos, recebendo, em média, menos 33% que os trabalhadores portugueses. Cenário semelhante para os trabalhadores chineses, que recebem menos 32% que a remuneração média dos portugueses.

Os trabalhadores portugueses estão no meio da tabela quando olhamos para a médias das remunerações em Portugal, surgindo em 10º.

Ou seja, em Portugal, os trabalhadores nacionais recebem menos do que os profissionais dos Estados Unidos da América e do que muitos nacionais da União Europeia. Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Moçambique, Angola e Luxemburgo também surgem antes de Portugal na lista das nacionalidades mais bem pagas no território nacional. 

Já em resposta ao estudo "O impacto da Crise Económica sobre as Condições de Vida e Dinâmica de Inserção Laboral dos Imigrantes em Portugal", também apresentado à margem das Jornadas do Observatório das Migrações, 42,2% dos estrangeiros entrevistados declararam que auferem um rendimento global mensal entre o salário mínimo português (505 euros) e mil euros.

Pouco mais de 15% dos entrevistados vivem mensalmente com menos de um salário mínimo e 30,2% com o salário mínimo. O estudo indicou ainda que a maior parte dos inqueridos vive do trabalho dependente e que o salário é a sua principal fonte de rendimento.

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