Economia Mau tempo: Não haverá "pagamentos rápidos" por danos no Algarve, diz Governo

Mau tempo: Não haverá "pagamentos rápidos" por danos no Algarve, diz Governo

O ministro da Agricultura, Capoulas Santos, disse esta terça-feira que "não é possível ter pagamentos rápidos" aos agricultores do Algarve que ficaram com explorações agrícolas afectadas pelo mau tempo por o período de candidaturas aos apoios ser "longo".
Mau tempo: Não haverá "pagamentos rápidos" por danos no Algarve, diz Governo
Correio da Manhã
Lusa 06 de março de 2018 às 22:08

Falando numa audição na comissão de Agricultura e Mar, o governante disse que "só depois de avaliadas, é que as candidaturas são pagas" e apontou que "não é possível ter pagamentos rápidos e períodos de candidatura longos".

 

Como em causa estão "prejuízos de grande dimensão", o responsável estimou um prazo de "três ou quatro semanas para candidaturas". "Até ao final da semana será feito um levantamento" dos danos, havendo depois um tempo de análise, indicou.

 

Segue-se, depois, a publicação da portaria que vai enquadrar tais apoios. "As regras têm de ser publicadas para não estarmos a violar as regras comunitárias. Se não desenharmos a área afectada, podemos ser obrigados a devolver o dinheiro", assinalou Capoulas Santos.

 

Na segunda-feira, o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, quantificou hoje em 15 o número de produções agrícolas destruídas pelo vento extremo que atingiu no domingo o Algarve, durante uma visita à zona afectada, em Olhão.

 

"Demos instruções à Direcção Regional de Agricultura do Algarve, que no terreno colocou três equipas para começar a fazer o levantamento, e até agora já foram sinalizadas 15 explorações com problemas, pomares arrancados e destruição de equipamentos e instalações, e até final desta semana irão estar mais equipas no terreno para fazer o levantamento total dos prejuízos", afirmou o governante.

 

Luís Medeiros Vieira falou aos jornalistas durante a visita a uma exploração de um hectare de framboesas localizada em Pechão, no concelho de Olhão, que ficou "totalmente destruída", sendo visíveis todas a estruturas de ferro das estufas retorcidas e os plásticos e plantas danificados, pouco tempo após do início da colheita.

 

O secretário de Estado adiantou que as explorações afectadas terão acesso a apoios para reposição do potencial produtivo, que o Governo "já disponibilizou quando ocorreram também os incêndios" do verão passado.

 

"É uma medida que está no programa de desenvolvimento rural 2020 e que permite apoiar os agricultores que tiveram problemas, nomeadamente com danificação de culturas plurianuais, como destruição de equipamentos e instalações, e os apoios são direccionados a fundo perdido para esses produtores", precisou.

 

Nos prejuízos até 5.000 euros, haverá um fundo perdido que os cobrirá na totalidade. Já entre 5.000 e 50 mil euros, a cobertura é de 85% e desce para 50% nos danos entre 50 mil e 800 mil euros.

 

"Vamos agora fazer o apuramento até final da semana, até aí estamos a trabalhar na portaria que vai fazer esse enquadramento e depois temos que ver, nestes concelhos, quais foram as freguesias exactas onde houve estes danos e quais foram as produções afectadas", adiantou Luís Medeiros Vieira, referindo-se aos municípios afectados, nomeadamente Olhão, Faro, Tavira, Castro Marim e Vila Real de Santo António.




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comentários mais recentes
Mr.Tuga 07.03.2018

Trabalhem cambada de parasitas MALANDROS!
Sempre de mão estendida a pedir ajudas e subsidios !?!?!??!

Os contribuintes sempre a pagar! Incendios, cheias, secas, limpar florestas, etc, etc...
Façam seguros! E assumam os prejuizos!!!!!!!!!!!

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