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Menos de um em cada três portugueses estão a poupar para a reforma

Valor médio poupado mensalmente subiu no ano passado, mas o destino desse aforro só é a reforma para 32% dos inquiridos, revela um estudo do Instituto BBVA de Pensões.

Bloomberg
Lusa 29 de Março de 2017 às 20:55
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Os portugueses gostariam de se reformar aos 61 anos, dizem que precisariam do dobro da pensão que vão receber, mas apenas 32% estão a poupar para esse momento, de acordo com uma sondagem do Instituto BBVA de Pensões.

"Os portugueses desejariam reformar-se aos 61,1 anos, apesar de acreditarem que não o poderão fazer com essa idade e terão de esperar até aos 65,4 anos, idade em que em média creem que realmente se reformarão, estabelecendo-se um diferencial de 4,3 anos entre ambas", refere o estudo divulgado hoje.

Cerca de 70% dos inquiridos não acredita que possa viver sem dificuldades, no entanto, segundo o Instituto BBVA de Pensões, apenas 32% estão atualmente a poupar para a reforma.

"Os motivos para não poupar para a reforma são tanto a falta de capacidade de poupança, como também por considerarem que ainda falta muito tempo para se reformarem", sinaliza.

O principal instrumento financeiro utilizado para canalizar a poupança para a reforma foram os Planos Poupança Reforma (PPR), e a idade média em que se começou a poupar para a reforma aumentou ligeiramente para 27,5 anos em vez de 26,1 anos em 2015.

No que se refere a hábitos de poupança, em 2016, a percentagem de portugueses que conseguiu poupar manteve-se estável em relação a 2015, contando com 43% de aforradores, "ratificando o aumento que se tinha observado na sondagem do ano anterior (45%)".

A média mensal de poupança dos aforradores foi de 166,4 euros, valor em 30,3 euros superior ao de 2015. No entanto, sinaliza o estudo, 46% dos aforradores não atinge 150 euros de poupança mensal.

A sondagem sinaliza ainda "um importante desconhecimento" sobre a percentagem do salário que é afeta a descontos para a Segurança Social (contribuições próprias e da empresa), com 43% a afirmar que não sabe.

No entanto, aqueles que afirmam conhecer esse valor situam em 17,4% a percentagem média estimada de contribuição, situando-se abaixo da percentagem real total de 34,75% efetivamente descontada no conjunto pelo trabalhador e pela empresa.

Por outro lado, 81% dos trabalhadores por conta de outrém ou independentes afirmam conhecer de forma exata ou aproximada, o número de anos das contribuições já efetuadas para a Segurança Social.

A pensão média em Portugal é desconhecida de 52% dos entrevistados e o valor médio atribuído pelos 42% que que afirmam conhecer esse valor foi de 366,5 euros, sendo que apenas 39% a situam acima dos 400 euros.

Os inquiridos acreditam que para viver sem dificuldades necessitariam, no entanto, de 967,8 euros mensais, estabelecendo-se um diferencial de 601,3 euros face ao que é a pensão média que atribuem em Portugal.

O Instituto BBVA de Pensões conclui assim que "existe a convicção que a pensão pública não será suficiente para cobrir as necessidades".

Quanto a expetativas, a sondagem refere que os portugueses têm uma "clara consciência" de que o contributo que possam receber das pensões públicas não será suficiente para cobrir a suas necessidades económicas quando se reformarem.

Quanto a alternativas, as mais valorizadas para melhorar o sistema público de pensões seriam, segundo o estudo, que cada trabalhador tivesse a sua própria conta individual na qual fosse acumulando as suas contribuições ao longo da vida laboral (64%), ou que cada qual decidisse livremente a idade da reforma e recebesse em função dessa decisão, mais ou menos de acordo com o que foi contribuindo (79%).

De acordo com a ficha técnica da sondagem, para a realização do estudo foram realizadas 1.000 entrevistas telefónicas dentro do universo da população portuguesa residente em Portugal entre os dias 04 de outubro e 02 de novembro de 2016.
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