Economia Ordem dos contabilistas: votos foram revistos mas resultado mantém-se

Ordem dos contabilistas: votos foram revistos mas resultado mantém-se

Quase duas semanas depois de realizada a segunda volta das eleições para os órgãos sociais, ainda não são conhecidos os resultados oficiais. Cerca de 2.000 votos rejeitados foram reavaliados, mas presidente da mesa da Assembleia Geral diz que resultado não se altera.
Ordem dos contabilistas: votos foram revistos mas resultado mantém-se
Bruno Simão
Filomena Lança 20 de fevereiro de 2018 às 17:27

A Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) continua à espera dos resultados oficiais da segunda volta das eleições para os seus órgãos sociais, que se realizaram a 8 de Fevereiro último. Manuel dos Santos, presidente da mesa da Assembleia Geral, afirmou ao Negócios que os resultados finais serão divulgados ainda esta semana e que tem estado a ser realizada uma reapreciação para ver se deverá ou não ser efectuada uma recontagem. No entanto, acrescenta, é já possível afirmar que, mesmo que haja recontagem, o resultado preliminar não sofrerá alterações.

 

Assim sendo, Paula Franco deverá ser oficialmente declarada vencedora das eleições e nova bastonária da OCC, tal como o Negócios noticiou logo no fim-de-semana a seguir ao acto eleitoral.

Depois de uma primeira volta em que nenhum dos quatro candidatos conseguiu mais que 50% dos votos, foi realizado novo acto eleitoral em que defrontaram Paula Franco, pela lista A, e José Araújo, Lista D. Paula Franco, segundo foi então noticiado, ganhou por uma margem de 600 votos, sendo que no caso da votação para o conselho directivo, a diferença foi ainda mais pequena, de cerca de 500 votos.

 

Dos cerca de 15.000 votos – entre votação presencial e votação por correspondência –, foi rejeitada uma parcela de 2.000 de entre os que chegaram pelo correio. Segundo explicou ao Negócios José Araújo, da lista D, isso aconteceu porque se considerou que os votos não cumpriam os requisitos formais previstos no regulamento eleitoral.

 

Basicamente, o voto por correspondência obriga quem vota a juntar uma cópia do seu documento de identificação ou da cédula profissional, mas houve casos em que isso não aconteceu, ou em que a cópia não estava visível ou ainda em que a assinatura da pessoa não aparecia porque, tratando-se da cédula profissional, está no verso do documento, explica José Araújo.

 

Esses votos não foram sequer abertos, considerando-se que havia condições para serem rejeitados. Perante as reclamações da lista perdedora, o presidente da mesa decidiu reapreciar a situação, para determinar se os ditos votos deviam ou não ser abertos. No entanto, e numa altura em que já está analisada uma parcela significativa desses votos, Manuel dos Santos afirma que é já possível concluir que a reapreciação dos 2.000 votos rejeitados não irá conduzir a qualquer alteração ao resultado inicial, mantendo-se como vencedora a lista a, liderada por Paula Franco.  




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