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"Otimismo" de Merkel deixa Costa "confiante" em rápida aprovação de fundo

"Pareceu-me otimista a chanceler Merkel e fiquei com confiança", afirmou o chefe de Governo, em declarações aos jornalistas no final da cimeira europeia extraordinária que decorreu em Bruxelas. O primeiro-ministro desejou ainda as melhoras a Donald Trump.

EPA
Lusa 02 de Outubro de 2020 às 14:48
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O primeiro-ministro, António Costa, disse hoje estar confiante na rápida aprovação do orçamento da União Europeia (UE) a longo prazo e do Fundo de Recuperação devido ao "otimismo" da chanceler alemã, Angela Merkel, dada a presidência alemã do Conselho.

"Pareceu-me otimista a chanceler Merkel e fiquei com confiança", afirmou o chefe de Governo, em declarações aos jornalistas no final da cimeira europeia extraordinária que decorreu em Bruxelas.

Falando depois de os líderes europeus terem discutido o pós-pandemia, nomeadamente a recuperação económica após a crise gerada pela covid-19, António Costa apontou também que o Parlamento Europeu - a quem cabe a palavra final sobre o Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 e o Fundo Recuperação - também quer "uma aprovação rápida".

Participando numa parte inicial dos trabalhos desta cimeira, o presidente da assembleia europeia, David Sassoli, "transmitiu aquela que é a vontade da maioria do Parlamento Europeu, que é superar as divergências e convergir com um acordo que permita a aprovação rápida deste pacote [na assembleia europeia]", destacou António Costa.

O responsável disse, assim, esperar que as negociações em curso terminem rapidamente com um acordo, de modo a que "não se desperdice tempo" e que os países da UE tenham "os instrumentos necessários para enfrentar esta crise na sua dimensão económica e na sua dimensão social".

"A presidência alemã está num debate muito intenso com o Parlamento, procurando que haja um acordo entre a posição do Parlamento, que temos de entender, e a posição maioritária no Conselho", observou o primeiro-ministro.

Já questionado sobre a proposta alemã para um novo regime geral de condicionalidade para a proteção do orçamento da União, que implica o condicionamento do acesso às verbas do Quadro Financeiro Plurianual e do Fundo de Recuperação ao cumprimento do Estado de direito, António Costa apontou que "a proposta de compromissos que está em cima da mesa pode ser uma boa solução".

Porém, "tivemos a oportunidade de ouvir a posição da Holanda, do presidente do Parlamento Europeu e de falar com os quatro países do grupo de Visegrado [Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia] e a presidência alemã está também ciente dessas dificuldades", reconheceu.

"Espero que com o diálogo que a senhora Merkel vai manter, quer com Holanda, quer com países de Visegrado, se possa encontrar uma solução que não bloqueie este acordo", adiantou António Costa aos jornalistas.

Esta quarta-feira, a presidência alemã do Conselho da UE foi mandatada para negociar com o Parlamento Europeu o condicionamento do acesso às verbas comunitárias do orçamento e Fundo de Recuperação ao cumprimento do Estado de direito.

O documento aprovado -- que contou, porém, com o voto contra da Hungria e Polónia e dos chamados países 'frugais' -- prevê que os Estados-membros só possam aceder a estes fundos comunitários se respeitarem valores como os princípios da legalidade e transparência, da independência dos tribunais e da igualdade perante a lei, entre outros.

A vinculação do fundo de recuperação à manutenção do Estado de direito significa, porém, negociações difíceis, dada a oposição de Estados-membros como Hungria e Polónia, que têm processos abertos contra si por desrespeito destes valores.

Em julho passado, o Conselho Europeu aprovou um Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 de 1,074 biliões de euros e um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões para fazer face à crise gerada pela covid-19.

Costa deseja as melhoras a Trump
"Desejo-lhe as melhoras, naturalmente. É o que se deseja a qualquer pessoa que está doente", declarou António Costa.

Já questionado se a infeção de Donald Trump o poderá afetar numa altura de campanha eleitoral para as eleições presidenciais norte-americanas, António Costa rejeitou comentar.

"Não sou analista político, não vou entrar nessa especulação", adiantou.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou hoje que o seu teste à covid-19 foi positivo, assim como o da mulher, Melania Trump.

"Melania e eu testamos positivo para a covid-19", escreveu Donald Trump, na rede social Twitter.

"Vamos iniciar imediatamente a quarentena e o nosso processo de recuperação. Iremos passar por isto juntos", acrescentou.

O médico do Presidente norte-americano, Sean Conley, já confirmou que os dois estão infetados e que "planeiam permanecer em casa dentro da Casa Branca", durante a convalescença.

"Esta noite recebi a confirmação de que o Presidente Trump como a primeira-dama Melania Trump deram positivo para o vírus SARS-CoV-2", indicou Conley, numa declaração.

Os Estados Unidos já ultrapassaram os 7.490.000 casos de infeções pele novo coronavírus e registaram mais de 212 mil mortos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão de mortos e mais de 34,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo.

Em Portugal, morreram 1.983 pessoas dos 77.284 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
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