Economia População na pobreza voltou a descer em 2017

População na pobreza voltou a descer em 2017

Os dados mais recentes do INE para as condições de vida em Portugal mostram que a taxa de risco de pobreza continua a descer. No entanto, junto da população idosa, a pobreza aumentou.
População na pobreza voltou a descer em 2017
Mariline Alves
Susana Paula 30 de novembro de 2018 às 11:32
A taxa de risco de pobreza voltou a descer em 2017, para 17,3%, menos um ponto percentual do que no ano anterior, segundo o inquérito às condições de vida e rendimento divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira, dia 30 de Novembro.

Este é o terceiro ano consecutivo em que a taxa de risco de pobreza desce. Em 2014, segundo os dados do INE, 19,5% da população viva na pobreza. Já comparando com 2003, o primeiro ano da série do INE, a queda é de 3,1 pontos percentuais.

A taxa de risco de pobreza correspondia, em 2017, à proporção de habitantes com rendimentos monetários líquidos (por adulto equivalente) inferiores a 5.610 euros anuais (468 euros por mês). Este limiar, ou linha de pobreza relativa, corresponde a 60% da mediana (9.351 euros) da distribuição dos rendimentos monetários líquidos equivalentes, segundo o INE. 

Também a proporção de menores de 18 anos em risco de pobreza voltou a cair, de 20,7% para 18,9%. Por outro lado, a pobreza da população idosa aumentou de 17% em 2016 para 17,7% em 2017.

Já a taxa de pobreza para os adultos em idade activa foi de 16,7%, menos 1,4 pontos percentuais do que em 2016 (18,1%).

Em 2017, a pobreza diminuiu para ambos os sexos. No entanto, essa redução foi superior para os homens (1,2 pontos percentuais) do que para as mulheres (menos 0,8 pontos percentuais), o que acabou por acentuar a diferença entre os dois grupos (um risco de pobreza de 16,6% no caso dos homens, e de 17,9% no caso das mulheres, em 2017).

Maiores níveis de pobreza nas ilhas 

Pela primeira vez, o INE divulga estimativas regionais, concluindo que os residentes da Área Metropolitana de Lisboa são os menos vivem na pobreza em 2017 (12,3%), tendo em conta a linha de pobreza nacional, que é de 468 euros por mês. 

Pelo contrário, a proporção de pessoas que vivem na pobreza registou os níveis mais elevados nos Açores (31,5%) e na Madeira (27,4%). 

No entanto, o INE estimou, de forma complementar, linhas de pobreza regionais, para retirar da comparação as diferenças socioeconómicas significativas entre as regiões. Nesse caso, as diferenças entre regiões são menos acentuadas.

Apesar de continuar elevada, a desigualdade voltou a descer

Um dos principais indicadores de desigualdade, o Coeficiente de Gini, voltou a descer em 2017, para 32,6%, menos 0,9 pontos percentuais do que no ano anterior.

Este indicador, que tem em conta toda a distribuição dos rendimentos, também tem vindo a descer desde 2014, quando era de 34%.



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