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Portugal investe 74,3 milhões de euros na Eslováquia em 2002

As empresas nacionais investiram 80 milhões de dólares (74,3 milhões de euros) na Eslováquia, em 2002, o que representou cerca de 0,7% do total investido por empresas estrangeiras no país.

Negócios negocios@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2003 às 16:03
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As empresas nacionais investiram 80 milhões de dólares (74,3 milhões de euros) na Eslováquia, em 2002, o que representou cerca de 0,7% do total investido por empresas estrangeiras no país.

O secretário de Estado da Economia da República Eslovaca, Laszló Pomothy, afirmou que o país «considera muito importante o investimento externo», no entanto «é muito importante eliminar os obstáculos administrativos no comércio».

O mesmo responsável referiu inúmeras empresas que já investem na Eslováquia, como a Siemens, a Gás du France e a PSA Peugeot Citröen.

«Há enumeras razões para que haja uma cooperação futura mais intensa» afirmou Mikulas Dzurinda, primeiro ministro da República da Eslovaca, de visita a Portugal.

A Eslováquia pretende «ser um membro forte quer da Nato quer da União Europeia». Portugal está posicionado no vigésimo lugar do «ranking» dos países que investem no comércio do país.

Ivan Stefanec, presidente da Business Alliance of Slovakia, salientou que nos últimos três anos o país conseguiu estabilizar a sua divisa, desceu as taxas de juro, houve um aumento das comunicações entre o Governo e as empresas e disponibilizaram-se mais fundos.

Os sectores com maior desenvolvimento na Eslováquia são o da electrónica, de tecnologias de ponta, engenharia mecânica, papel, serviços e turismo.

Elena Hudcovicova, em representação da Sario-Slovak Investement Trade and Development, referiu que a «qualidade do trabalho, o ambiente competitivo, a tradição de alguns sectores» são alguns dos pontos apelativos para o investimento estrangeiro.

A mesma responsável disse que um problema ainda por resolver é a taxa de desemprego que atingiu os 17,45% em Dezembro de 2002.

Em 2001, o investimento estrangeiro no país foi de 1,5 mil milhões de dólares (1,39 mil milhões de euros).

AIP diz Eslováquia poderá ser um ponto de interesse para as empresas nacionais

A Eslováquia «poderá ser um ponto de interesse para as empresas portuguesas» disse ao Negocios.pt Jaime Lacerda, vice presidente da Associação Industrial Portuguesa e da Câmara do Comércio e Indústria.

Jaime Lacerda referiu que Portugal e a Eslováquia «são países concorrentes, com uma estrutura muito próxima, por isso existem todas as razões para intensificar os contactos comerciais».

O vice presidente da AIP/CCI salientou como atractivo do país «o rácio qualidade e custo». Como pontos negativos Jaime Lacerda referiu «a burocracia, falta de economia de mercado, sistema financeiro menos eficiente».

O responsável considera que o alargamento irá prejudicar Portugal, sendo que «temos que procurar outras soluções». Para combater esta situação, o vice presidente da AIP disse que Portugal terá que apostar na formação e em novas especializações.

Produtor nacional de cortiça investe 120,8 mil euros na Eslováquia

A Subercor-Cortiças Portugal investiu cerca «de 130 mil dólares na Eslováquia, em 2002» disse Manuel Bastos, partner da empresa, à margem da visita do primeiro ministro da Eslováquia.

Manuel Bastos referiu que «o investimento foi pequeno, mas aguarda a todo o momento uma maior qualificação das regras e leis (do país), para que possa aumentar esse investimento».

O investimento da empresa neste país foi «resultado da experiência do passado, com experiência do fornecimento de cortiça, para uma mini unidade de distribuição de rolhas de cortiça às caves de vinhos».

«É um mercado em potencial crescimento para vinhos e nós estamos lá instalados para o fornecimento de rolhas de cortiça e embalagens» disse o mesmo responsável.

A empresa nacional de cortiça investe neste país «existe, de uma forma mais efectiva, há três anos, mas temos estas relações comerciais vêm desde já há 25 anos».

As vantagens encontradas pela Subercor para investir na Eslováquia foram «alguma tradição na área viniviticula, mas sobretudo a posição estratégica na Europa Central, servindo de ponte para os mercados da Europa mais a Leste».

Por Ana Pereira

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