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Poupança das famílias atinge máximo de 14,2% no arranque do ano

Os dados do INE mostram que a taxa de poupança das famílias portuguesas continuou a subir no primeiro trimestre de 2021, atingindo o valor máximo registado na atual série trimestral das contas nacionais.

Os depósitos continuam a ser o produto que recolhe a maioria do dinheiro            dos portugueses. Pesam metade das poupanças.
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Cátia Rocha catiarocha@negocios.pt 24 de Junho de 2021 às 11:16
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As famílias portuguesas continuam a poupar, conforme revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que publicou esta quinta-feira as contas nacionais trimestrais. O INE aponta que a capacidade de financiamento das famílias fixou-se em 7% do PIB no ano acabado no primeiro trimestre de 2021, uma subida de 1 ponto percentual face ao trimestre anterior. Este aumento refletiu "sobretudo o aumento da poupança bruta em 11,1%".

A taxa de poupança das famílias atingiu os 14,2% do rendimento disponível, "o que correspondeu ao valor máximo registado na atual série trimestral das contas nacionais", diz o INE. Este resultado terá sido influenciado pela redução de 1,7% da despesa de consumo, que conseguiu compensar a "ligeira diminuição de 0,1% do rendimento disponível" no trimestre.

A taxa de poupança das famílias tem vindo a subir desde o quarto trimestre de 2019. Comparando com o mesmo trimestre de 2020, a taxa de poupança das famílias passou de cerca de 9% do rendimento disponível para os 14,2% nos primeiros três meses de 2021. 

Os dados do INE revelam que, na decomposição da taxa de variação do rendimento disponível das famílias, as remunerações e as prestações sociais contribuíram em 0,2 e 0,1 p.p, respetivamente. 

"O saldo positivo dos rendimentos de propriedade registou uma ligeira redução que se traduziu num contributo de -0,1 p.p. para a variação do RD [rendimento disponível]". O INE acrescenta que nas "contas nacionais, as moratórias relativas ao pagamento de juros de empréstimos concedidas pelo setor das sociedades financeiras não têm impacto no saldo de rendimentos de propriedade, uma vez que o SEC 2010 determina o registo destes fluxos no momento devido, mesmo que não tenham sido efetivamente pagos."

Já o investimento, que corresponde essencialmente a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em construção pelas famílias, registou uma taxa de variação de 1,3% no primeiro trimestre de 2021, face aos 0,6% no trimestre anterior. 

O rendimento disponível das famílias ajustado per capita fixou-se nos 16,5 mil euros no ano terminado no primeiro trimestre de 2021, com o INE a notar que se trata de um aumento de 0,1% face ao trimestre anterior.  

(Notícia atualizada)
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