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Preços da habitação abrandaram crescimento no terceiro trimestre

No terceiro trimestre venderam-se menos casas e o valor transacionado registou uma queda de 12,2%. O índice de preços da habitação cresceu 7,6%, o aumento menos expressivo desde o primeiro trimestre de 2021.

26 de Dezembro de 2023 às 11:42

O mercado imobiliário residencial deu sinais de abrandamento no terceiro trimestre deste ano. Entre julho e setembro, venderam-se menos casas, mas os preços da habitação continuaram a subir, apesar de a um ritmo menos acelerado.

No terceiro trimestre, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) divulgado pelo INE  aumentou 7,6% em termos homólogos, menos 1,1 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. Aliás, trata-se do aumento de preços menos expressivo observado desde o primeiro trimestre de 2021. 

Os preços das habitações existentes cresceram de forma mais intensa por comparação com as habitações novas, 8,1% e 5,8%, respetivamente", detalha o INE. Já os números em cadeia, em relação ao trimestre anterior, mostram conclusões diferentes. "Neste perído, o crescimento dos preços das habitações novas (2%) superou o das habitações existentes (1,8%)", lê-se na mesma nota divulgada esta terça-feira. 

Entre julho e setembro de 2023, transacionaram-se 34 256 habitações, o que corresponde a uma queda de 18,9%, uma tendência sentida ja entre abril e junho. E comparando com os números do trimestre anterior a queda é maior: -22,9%. 

Os particulares representaram 86,5% do total das aquisições - 29.635 unidades num total de  6 mil milhões de euros.  O número de transações concluídas pelas famílias evidencia uma redução de 19,1% face a idêntico período de 2022, mas um aumento de 3,1% relativamente ao trimestre anterior.

Neste período, os compradores estrangeiros adquiriram 8% do total dos imóveis, o que representa uma ligeira redução homóloga de 0,9%.

De entre as transações referentes a compradores com domicílio fiscal fora do território nacional as realizadas por cidadãos da União Europeia registaram uma diminuição homóloga de 9,2% no número de transações e de 24,5% em cadeia. Na categoria de domicílio fiscal "Restantes Países", contabilizaram-se 1392 transações, um aumento homólogo de 8,7%, mas abaixo do registo apurado no trimestre anterior (10,8%).

Em valor, as transações contabilizadas ascenderam a 7,1 mil milhões de euros, dos quais 4,9 mil milhões de euros respeitaram a habitações existentes (70% do total) e 2,1 mil milhões de euros a habitações novas. Por comparação com o mesmo período de 2022, os valores apurados representam reduções de 12,2% e 19,2%, respetivamente, no valor total e no valor das habitações existentes, e a um aumento de 10,3% no valor das habitações novas. Relativamente ao trimestre anterior, o valor no terceiro trimestre aumentou 2,4%.

A larga maioria das vendas - 77,8% do total -  foi de habitações existentes, refletindo uma queda de 23,1% da taxa de variação homóloga.  Nas habitações novas registou-se um aumento do número de transações de 2%, perfazendo 7612 unidades.

A larga maioria das vendas - 77,8% do total -  foi de habitações existentes, refletindo uma queda de 23,1% da taxa de variação homóloga.  Nas habitações novas registou-se um aumento do número de transações de 2%, perfazendo 7612 unidades.

Algarve e Grande Lisboa lideram quedas

 

Analisando os dados do terceiro trimestre de 2023 por regiões,  houve  queda do número de transações e do valor envolvido em todas as regiões. Em ambos os indicadores, o Algarve e a Área Metropolitana de Lisboa "evidenciaram reduções mais intensas do que as registadas ao nível nacional, ao registaram quedas de 27,9% e e de 25,3% no que diz respeito ao número vendas, e descidas de 18,9% e 14,8%, pela mesma ordem, no valor das transações", diz o INE.

 

O Norte concentrou 30,1% (10.314) do total das vendas de imóveis, mais 1,7 p.p. face ao período homólogo. Já na Área Metropolitana de Lisboa registaram-se 9.314 transações,

correspondentes a um peso relativo de 27,2%, 2,3 p.p. abaixo da quota no mesmo período de 2022.

No Centro e o Alentejo venderam-se 7.857 e 2.634 casas; no Algarve 2 643 (7,7% do total); na Madeira 877 unidades - equivalentes a 2,6% do total - e nos Açores transacionaram-se 617 habitações, o que correspondeu a uma quota regional de 1,8%.

(Notícia atualizada às 12h48)

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