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Procura interna garante subida em cadeia de 0,4% no PIB, mas a desacelerar

INE confirma estimativas de crescimento, com consumo privado e público a desacelerarem e recuo no investimento.

Black friday, Dia de Ação de Graças ou Natal tendem a impulsionar as vendas no último trimestre do ano.
Stefan Wermuth/Reuters
Maria Caetano mariacaetano@negocios.pt 30 de Novembro de 2022 às 11:36

O INE confirmou nesta quarta-feira as estimativas de crescimento para a economia portuguesa no terceiro trimestre, com um avanço de 0,4% em termos reais face ao trimestre anterior, e de 4,9% na comparação com o mesmo período de 2021.

 

A suportar o crescimento em cadeia do PIB esteve a procura interna (0,4 pontos percentuais), com o contributo da procura externa líquida a ser nulo.

 

Já para a variação homóloga de 4,9%, os dados detalhados mostram um contributo da procura interna de 2,9 pontos percentuais (4 p.p. no segundo trimestre), perante um crescimento ligeiramente menos acentuado do consumo privado e uma diminuição do investimento. O contributo da procura externa recua, passando a 2 pontos percentuais (3.3. ponto percentuais no trimestre anterior), a refletir uma desaceleração nas exportações de bens e serviços.

Os dados do INE indicam que no terceiro trimestre, o crescimento homólogo da procura interna terá abrandado para 2,8% (3,9% no trimestre anterior).

 

No consumo privado, observa-se uma desaceleração ligeira de 4,6% para 4,4%. Já o consumo público aumentou menos 1,2 pontos percentuais que no trimestre anterior, com uma variação de apenas 0,5%. O investimento, por outro lado, surge a cair, 0,4% abaixo de um ano antes.

Os dados do consumo das famílias mostram alguma desaceleração na relação com o mesmo trimestre do ano passado, com os gastos a subirem 4,5% (4,7% na variação homóloga do trimestre anterior). 

 

Ainda assim, a despesa das famílias surge a crescer mais do que no trimestre anterior, avançando 1,1% em cadeia (0,7% no trimestre anterior). Os gastos com bens duradouros, como automóveis, subiram em 2,1%, e a despesa com outros bens, incluindo alimentação, avançou 1%.

Já na análise à evolução do investimento, a recuar 0,4% face a um ano antes, o INE indica que a formação bruta de capital fixo desacelerou para 1,2% (1,6% no trimestre anterior), com a variação de existências (matérias-primas, produtos e bens produzidos) a contribuir negativamente pata o crescimento do PIB do terceiro trimestre, pesando -0,3 ponto percentuais). Em cadeia, o investimento recuou 1,7% no terceiro trimestre.


Do lado da procura externa, o INE faz notar a desaceleração da exportação de bens e serviços, com uma variação homóloga de 16,8% (25,3% no trimestre anterior. Em cadeia, as exportações avançaram 1,2%, abaixo dos 2,9% do trimestre anterior.


Por outro lado, também as importações desaceleraram, para um crescimento de 11,3% face a um anos antes (15,2% no segundo trimestre). A variação em cadeia foi de 1,2% (1,5% no trimestre anterior).


Os preços no comércio internacional continuaram a aumentar, mas o INE assinala uma desaceleração nos deflatores das exportações e das importações, com uma perda dos termos de troca (4,1%) ligeiramente menos intensa que no trimestre anterior.

 

 

 

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