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Quebra nas exportações abranda em junho para 10%

As exportações nacionais recuaram 10,1% em junho, uma quebra menos acentuada face aos 39% registados em maio. No conjunto do semestre, as vendas ao estrangeiro recuaram 17,1%.

O défice comercial de bens passou de 6% do PIB em 2015 para 9,7% em 2019. É o valor mais alto desde 2010.
Paulo Duarte
Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 07 de Agosto de 2020 às 11:19
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As exportações nacionais continuam em queda, mas o mês de junho registou uma descida menos acentuada face à verificada nos dois meses anteriores. Segundo os dados publicados esta sexta-feira, 7 de agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), as vendas de bens ao estrangeiro recuaram 10,1% em junho, em termos homólogos nominais, enquanto as importações escorregaram 23,1%. 

Em abril e maio, tanto as exportações como as importações tinham registado tombos na ordem dos 40%, refletindo o impacto da pandemia nas trocas comerciais. 

No conjunto do segundo trimestre de 2020, que concentra os meses mais críticos da covid-19, as exportações diminuíram 30,6% face ao mesmo período do ano anterior, enquanto as importações registaram uma descida de 34,4%, revela o INE.

Já o balanço do primeiro semestre mostra uma quebra nas vendas ao exterior de 17,1% em termos homólogos, e de 19,7% nas importações. Nos primeiros seis meses de 2019, tanto as vendas como as compras de bens registaram aumentos na casa dos 4%.

Assim, em junho, "a maioria das categorias de produtos apresentou decréscimos, destacando-se nas exportações os Fornecimentos industriais (-13,0%)", sobretudo para Espanha e para a Alemanha. Aumentaram, porém, as vendas de Máquinas e outros bens de capital (+3,5%), também para a Alemanha. Há ainda a destacar o desempenho positivo dos produtos alimentares, cujas exportações aumentaram +4,6% em junho, sobretudo para Espanha e Reino Unido.

Nas importações, os maiores tombos foram registados nas categorias de Material de transporte (-49,4%), com destaque para a queda das transações com França, e ainda nos Combustíveis e lubrificantes (-65,5%), devido ao encerramento das refinarias nacionais nos meses mais críticos da pandemia, detalha o INE. 

No último mês do primeiro semestre, as relações comerciais abrandaram com praticamente todos os principais parceiros de Portugal, com especial relevo para Espanha, o principal destino das exportações nacionais. Face a junho de 2019, as vendas ao país vizinho recuaram 7,3%. Já nas importações, foram as compras a França (-55%) as mais prejudicadas. 

Tal como já se tinha verificado no mês anterior, uma das excepções a esta tendência continua a ser a China. As importações provenientes do gigante asiático voltaram a aumentar (20,5%), "essencialmente material de proteção individual – maioritariamente máscaras", explica o INE. Aumentaram também as compras ao Países Baixos (4,7%), nomeadamente de Máquinas e outros bens de capital.

O défice da balança comercial de bens diminuiu 1.049 milhões de euros em junho face ao mês homólogo de 2019, atingindo 828 milhões de euros. Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, "a balança comercial atingiu um saldo negativo de 665 milhões de euros, correspondente a uma diminuição do défice em 664 milhões de euros em relação a junho de 2019". 

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