Rede de acordos de comércio livre é o "sucesso da política externa" da UE, diz Paulo Rangel
Referindo que o bloco acaba de celebrar acordos do Mercosul, com a Índia e, possivelmente, com a Austrália, o ministro dos Negócios Estrangeiros destacou que "com esta rede (...) as tendências protecionistas que se estão a afirmar podem cair".
O ministro dos Negócios Estrangeiros disse esta sexta-feira, numa mensagem em vídeo, em Porto de Mós, que a rede de acordos de comércio livre que a União Europeia está a criar é o "sucesso da política externa".
Referindo que a União Europeia (UE) acaba de celebrar acordos do Mercosul, com a Índia e, "possivelmente, com a Austrália", Paulo Rangel destacou que a rede de acordos de comércio livre que se está a criar caminha para um "'soft power' e especialmente poder económico no contexto mundial".
"A UE, que defende políticas de livre comércio e não protecionistas tem de fazer uma rede internacional de acordos. Só com a Índia estamos a falar de um acordo que praticamente atinge, pelo menos 1.900 milhões, e com o Mercosul estamos a falar de 700 milhões", adiantou.
Apontando ainda os acordos com o Canadá e com o México, entre outros países, o governante, cujo vídeo foi transmitido na 15.ª Universidade Europa, em Porto de Mós, no distrito de Leiria, sublinhou que "isto é um sucesso da política externa da União Europeia e tem uma importância decisiva".
"Com esta rede de acordos as tendências protecionistas que se estão a afirmar podem cair", observou.
Paulo Rangel considerou que o "arrefecimento" que se está a verificar na relação transatlântica", entre a Europa, Noruega e o Reino Unido com os Estados Unidos, tem "um efeito positivo".
"A UE compreende que tem que fazer muito mais pela sua segurança, pela sua defesa e, portanto, está a unir-se em torno disso", afirmou, ao revelar que o Reino Unido "se está a aproximar da União Europeia", porque "percebe que tem de unir esforços".
Para o ministro dos Negócios Estrangeiros, as "mexidas na política externa são extremamente importantes" e "revelam uma União Europeia muito mais ativa, muito mais viva, muito mais capaz do que se pensa".
O governante abordou ainda a guerra da Ucrânia, afirmando que a "melhor maneira de defender a Ucrânia não é" impor "essa agenda ao resto do mundo", é partilhar "essa agenda com o resto do mundo".
"Se a África precisa também de alimentos cereais que vêm, essencialmente, da Ucrânia e da Rússia, resolver esta guerra é fundamental para a África", observou.