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Saldo orçamental de 2025 "muito acima das previsões", revela Sarmento

O ministro das Finanças volta a reforçar que a margem orçamental para 2026 será muito restrita com o impacto da guerra no Irão e das tempestades, mas afirma que o efeito "carry-over" será superior ao esperado.

Miranda Sarmento fala sobre o saldo orçamental de 2025 e o impacto da guerra no Irão
Miranda Sarmento fala sobre o saldo orçamental de 2025 e o impacto da guerra no Irão Sérgio Lemos
21:08

A guerra no Irão e as tempestades que assolaram o país no arranque do ano vieram restringir a margem de manobra do Governo, mas Portugal vai poder contar com "boas notícias" em relação ao excedente que vem de 2025 e vai ser divulgado na quinta-feira. "[O saldo orçamental] será muito acima daquilo que eram as previsões das entidades e daquilo que eram as nossas previsões", anunciou o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, numa conferência do Banco Português de Fomento realizada esta terça-feira. 

O Governo antecipava para 2025 um excedente orçamental de 0,3%. No entanto, e apesar de um efeito de "carry-over" mais positivo do que antecipado, Sarmento não nega que o arranque de 2026 foi “absolutamente inesperado” e terá um impacto nas previsões para este ano. “Não podemos ser complacentes, apesar do sucesso dos últimos anos”, avisa.  

Para já, o Governo não se aventura com novas previsões para o crescimento económico, remetendo para as presentes no Orçamento do Estado, que apontavam para um crescimento do PIB superior a 2%. No entanto, relembra Miranda Sarmento, este número não inclui o impacto estimado das tempestades nem as complicações com a guerra do Irão.

Deixando os detalhes para a próxima quinta-feira, o ministro das Finanças avançou com um retrato da economia portuguesa bastante otimista, destacando indicadores como a baixa taxa de desemprego, o crescimento económico e o aceleramento do rendimento das famílias - que se tem refletido numa elevada taxa de poupança. 

"Isto tudo reforça a resiliência da nossa economia e depois o setor bancário, que é hoje um caso de sucesso, com os bancos capitalizados e rentáveis", indica Miranda Sarmento. No entanto, o ministro com a pasta das Finanças aponta o dedo ao que diz ser um problema crónico na economia portuguesa: a baixa produtividade. E, para a resolver, indica três grandes soluções. 

"Precisamos de mais capital humano, com diferentes níveis de qualificação e para cada um dos setores da economia e do governo.  Precisamos de reduzir substancialmente a burocracia e os custos de contexto e precisamos ainda de melhorar a legislação laboral", refere,

Além disso, Miranda Sarmento reforça o compromisso com a descida de impostos, nomeadamente nos IRS e no IRC. "Nós continuamos a ter uma taxa marginal ainda bastante elevada - mas que já não é das mais elevadas ou já não será em 2028 das mais elevadas. Temos de continuar este caminho de redução dos impostos das empresas, que é muito importante", conclui.

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