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Subida dos preços acelera na UE e volta ao nível pré-pandemia

A taxa de inflação na Zona Euro subiu para 1,3% em março, o nível mais alto desde janeiro do ano passado. Portugal está entre os crescimentos mais lentos da região.

O consumo caiu, não tanto por falta de rendimentos, mas pelas restrições e receio provocado pela pandemia.
Rob Engelaar/EPA
Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Abril de 2021 às 10:51
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O crescimento dos preços na União Europeia acelerou significativamente no mês de março, tendo regressado aos níveis pré-pandemia, de janeiro do ano passado.

Segundo os dados revelados esta sexta-feira, 16 de abril, pelo Eurostat, a taxa de inflação na UE aumentou de 1,3% em fevereiro, para 1,7% em março, um mês marcado pelo alívio das restrições relacionadas com a pandemia da covid-19 na generalidade dos Estados-membros. Este é o valor mais alto desde janeiro de 2020 (1,7%), altura em que o vírus começava a propagar-se das nações asiáticas para várias regiões do mundo.

No conjunto mais restrito de países do euro, o crescimento dos preços no consumidor também acelerou, tendo passado de 0,9% em fevereiro para 1,3% em março, igualmente o nível mais alto desde janeiro do ano passado (1,4%).

Portugal foi dos países que registou o crescimento mais lento dos preços entre os países da UE, de apenas 0,1% (o mesmo valor registado em Malta, Irlanda e Eslovénia), com a Grécia a destacar-se como o único onde a inflação ainda se fixa em território negativo (-2%).

No extremo oposto, as taxas mais elevadas foram registadas na Polónia (4,4%), Hungria (3,9%), Roménia e Luxemburgo (ambos 2,5%).



Esta primeira estimativa para a inflação de março na região não fornece ainda dados detalhados sobre todas as categorias de preços, mas dá conta de que as maiores contribuições para o aumento vieram dos serviços, seguidos da energia e da alimentação, álcool e tabaco.

Março marca assim o terceiro mês consecutivo de aceleração dos preços na região da moeda única, onde a inflação foi negativa entre agosto e dezembro de 2020.

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