Desemprego no Brasil caiu para o mínimo em 11 anos

Dados do IBGE revelam ainda que, em 2012, a média dos salários foi de 1.793,96 reais (cerca de 670 euros à cotação de hoje), uma subida de 4,1% em relação a 2011.
31 de Janeiro de 2013 às 12:34

O Brasil fechou as contas de 2012 com uma taxa de desemprego média de 5,5%, a mais baixa da série estatística iniciada em 2002.

 

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Segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reportados pela imprensa brasileira, o desemprego recuou 0,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior, embora em 2012 se tenha registado a mais baixa taxa de criação de emprego desde 2009. O número de novos postos de trabalho caiu 33% por comparação com os gerados em 2011.

 

No mês de Dezembro, a taxa de desemprego ficou ainda em baixa, em 4,6%, traduzindo um novo recorde da série estatística, e uma redução em 0,5 pontos percentuais face a Novembro e uma queda 0,1 pontos por comparação com o mesmo mês de 2011.

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“Ainda que a taxa de desemprego esteja num patamar reduzido, a desaceleração do mercado de trabalho é implacável”, escreve a revista Veja. Citando números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de Agosto a Outubro – o trimestre "natalino" no qual se observa o maior número de contratações temporárias em fábricas –,  a revista salienta que foram criados 104 mil postos de trabalho na indústria, o que compara com 114 mil no mesmo período de 2011, e mais de 200 mil nos anos precedentes. “As demissões só não foram maiores porque, em 2012, diversos segmentos estavam ‘amarrados’ com o governo, como é o caso do sector automóvel que, em troca do recebimento de benefícios fiscais, teve de congelar demissões”, refere a Veja.

 

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Dados hoje divulgados pelo IBGE revelam ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores fechou 2012 com uma subida média de 3,2% face a 2011.  Entre 2003 e 2012, o poder de compra dos assalariados aumentou 27,2%. Em 2012, a média dos salários foi de 1.793,96 reais (cerca de 670 euros à cotação de hoje), uma subida de 4,1% em relação a 2011.

 

(Correcção: corrige câmbio)

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