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Phnom Pen: Tem calor e os cambojanos são seis estrelas

Luís Arieira diz que a sua experiência no Camboja está a correr a 150%. O director criativo de uma agência de publicidade escolheu este país por não ter furacões nem tremores de terra. Além disso, há calor todo o ano.

Negócios 27 de Fevereiro de 2013 às 23:30
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Luís Arieira, natural de Viana do Castelo, está no Camboja desde Julho de 2012. Este director criativo de uma agência de publicidade, está em Phnom Pen pela segunda vez e recorda que, quando foi conhecer o Camboja, ia com "um pouco de receio" porque este é um dos "países mais pobres do sudeste asiático". Duas semanas depois de lá estar, os receios de Luís diminuíram já que encontrou uma realidade diferente daquela que estava à espera, a começar nas pessoas: nas ruas "toda a gente se ri para si" ao contrário do que acontece em Portugal. "Apaixonado" pelo Camboja, resolveu regressar para uma segunda experiência e conta que o que o fez escolher este país foi o facto de "não ter furacões, nem tremores de terra e há calor todo o ano", sem esquecer os cambojanos que, na opinião do Luís Arieira, são "seis estrelas".


Apesar da história recente do país, o Camboja viveu uma guerra civil que matou quase um terço da população. Luís Arieira diz que, no dia-a-dia, essa guerra não está presente na vida dos cambojanos. "Só há uma zona rural, Pailin", ainda considerada zona khmer e onde é muito "complicado passar". No Camboja as pessoas "não querem falar" dessa guerra civil. Actualmente para os cambojanos, o mais importante é "ter saúde, conviver e estar em festa todo o dia" conta Luís Arieira, já adaptado à vida no sudeste asiático.


Em matéria de integração, Luís identifica dois momentos distintos: o primeiro quando chegou em 2009, e aí confessa que "não foi muito fácil" - foram necessários alguns meses para se adaptar "à cultura e à forma de ser das pessoas" já que o Camboja, nas palavras do Luís, é o "sudeste asiático puro", diferente de países como a Tailândia ou o Laos. O segundo momento acontece em Julho do ano passado e Luís confessa que já sabia o que ia encontrar em termos culturais, e agora a tarefa estava facilitada porque já percebia "a língua a 70% e falava a 35%" o suficiente para conseguir "manter uma pequena conversa".


Director criativo numa agência de publicidade, Luís Arieira diz que a experiência está a correr a "150%" e que, na altura de fazer balanços, não se pode esquecer que o Camboja é um "país em desenvolvimento". Recorre à memória para contar que a Phnom Pen que encontrou agora "é completamente diferente" da capital que tinha conhecido em 2009 - à vista saltam as diferenças arquitectónicas, "com grandes edifícios" a fazerem parte da paisagem de Phnom Pen.


Alguns meses após a sua chegada, Luís fazia um balanço "muito positivo" desta experiência, que começou em julho de 2012, e dizia mesmo que era para continuar durante "mais alguns aninhos".


Na Antena 1, em Setembro do ano passado, desafiámos o Luís, enquanto criativo de publicidade, a convidar os portugueses para visitarem o Camboja. Ele começou por dizer: "não venham a Phnom Pen, visitem Angkor Wat" que é uma da zonas "mais maravilhosas" que viu até hoje. Luís deixou ainda um alerta para quem quiser visitar o país: em Phnom Pen, "fora da zona turística o cheiro é terrível, os esgotos vão directamente para os lagos e para os rios porque não há saneamento e as ruas são sujas".


Este criativo português, que já teve experiências em Marrocos e no Bahrein, acompanha de forma atenta o que se passa em Portugal através dos "jornais, rádio e televisão". Afirma que Portugal tem muito a "aprender com o sudeste asiático", principalmente no que toca ao "trato" e diz mesmo que "não há necessidade de tanto stress no trabalho".

 

 

A sugestão
Não venham a Phnom Pen. Visitem Angkor Wat que é uma zona maravilhosa, aconselha Luís.

 

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