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BCE pode subir taxas de juro mais cedo do que o esperado, avisa governador eslovaco

Governador lembra choque inflacionário provocado pela guerra da Ucrânia em 2022 e que desta vez o BCE precisa de ser mais ágil na resposta a uma potencial escalada dos preços.

Peter Kazimir, governador do banco central da Eslováquia
Peter Kazimir, governador do banco central da Eslováquia Martin Baumann / TASR Slovakia / Associated Press
07:59

Peter Kazimir, membro do conselho de governadores do Banco Central Europeu (BCE), deixou esta terça-feira um aviso sobre a possibilidade de a entidade que define a política monetária da Zona Euro subir as taxas de juro diretoras mais cedo do que o esperado, como forma de responder a uma possível subida da inflação à boleia do aumento dos custos da energia.

O aviso de Peter Kazimir, citado pela agência de notícias financeiras Bloomberg, tem várias camadas. O governador do banco central da Eslováquia começa por reforçar a ideia até aqui defendida, que o BCE está "num bom lugar", e afasta a necessidade de uma intervenção na política monetária já na reunião da próxima semana.

"Neste momento, precisamos de manter a calma", referiu, mas sublinhando logo de seguida que "uma reação do BCE está potencialmente mais perto do que muitas pessoas pensam".

"Não quero especular sobre abril ou junho. Mas vamos estar preparados se for necessário", acrescentou o elemento do Banco Central Europeu.

O governador do banco central da Eslováquia considera ainda que a situação atual é muito volátil e que "uma reação de pânico dos mercados e dos políticos pode ser um risco".

"O equilíbrio dos riscos relativamente à inflação claramente mudaram para uma tendência ascendente. (...) Podemos esquecer todas as discussões sobre uma inflação abaixo do esperado".

Os comentários de Peter Kazimir surgem depois de a presidente do BCE, Christine Lagarde, ter afirmado na terça-feira que a instituição monetária , devido à guerra no Médio Oriente.

Kazimir recordou ainda o choque inflacionário de 2022, provocado pela invasão da Ucrânia pela Rússia e que fez disparar os preços da energia. "Podemos responder mais rápido se necessário. Temos de ser ágeis, também aprendemos as nossas lições", comentou ainda o membro do conselho de governadores do BCE.

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