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Portugal foi o terceiro país da UE onde o desemprego mais caiu em novembro

A taxa de desemprego em Portugal está agora já 1,1 pontos percentuais abaixo da média da Zona Euro, uma das distâncias mais alargadas dos últimos tempos.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 08 de Janeiro de 2021 às 10:50
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A taxa de desemprego desceu em Portugal pelo terceiro mês consecutivo em novembro, ficando ainda mais abaixo da média europeia, de acordo com os dados revelados esta sexta-feira pelo Eurostat.

 

Tal como o INE tinha já revelado ontem, Portugal atingiu uma taxa de desemprego de 7,2% em novembro, menos três décimas do que em outubro, mês em que tinha descido cinco décimas. Face a agosto a redução acumulada é de nove décimas, sendo que comparando novembro de 2020 com novembro de 2019 o agravamento é de cinco décimas.

 

Olhando apenas para a variação entre novembro e outubro deste ano, a redução da taxa de desemprego em Portugal foi a terceira mais acentuada entre todos os países da União Europeia. Apenas Itália (descida de 6 décimas para 8,9%) e Chipre (descida de 1,7 pontos percentuais para 7,8%) conseguiram reduções mais acentuadas, enquanto a Croácia e a Holanda (tal como Portugal) também baixaram três décimas.

 

Na Zona Euro a taxa de desemprego situou-se em 8,3% em novembro, o que representa uma descida de uma décima face a outubro. Na União Europeia também desceu uma décima para 7,5%.

 

A taxa de desemprego em Portugal está agora já 1,1 pontos percentuais abaixo da média da Zona Euro, uma das distâncias mais alargadas dos últimos tempos. Em agosto, quando o desemprego atingiu um máximo de 8,1% em Portugal, a diferença para a taxa da Zona Euro era de apenas cinco décimas.

 

Os dados ontem revelados pelo INE mostram uma tendência de recuperação no mercado de trabalho em Portugal, embora com menos força. Em outubro foram criados 35,7 mil postos de trabalho face a setembro. Já os dados provisórios para novembro indicam nova criação de emprego, mas mais curta: houve mais 27 mil pessoas empregadas.

 

Com as medidas de apoio ao emprego no terreno, como por exemplo o lay-off, e a existência ainda de restrições ao funcionamento da economia, o indicador da taxa de desemprego perde algum significado, conforme explicou já o INE.

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