Emprego Um terço dos jovens até 24 anos disponível para emigrar em 2020

Um terço dos jovens até 24 anos disponível para emigrar em 2020

Para a geração dos nativos digitais, nascidos a partir de 1995, é mais interessante sair de Portugal do que ir trabalhar para outra zona do país. Os destinos mais apelativos para a emigração são EUA, Espanha e Alemanha.
Um terço dos jovens até 24 anos disponível para emigrar em 2020
Bruno Simão/Negócios
António Larguesa 05 de agosto de 2019 às 13:21

Um em cada três (34%) jovens trabalhadores, com idades entre os 18 e os 24 anos, mostra disponibilidade para ir trabalhar para o estrangeiro já no próximo ano, subindo a percentagem para 44% quando esta pergunta é colocada sem um horizonte temporal tão próximo.

 

A Geração Z, também conhecida por nativos digitais, mostra a mesma propensão para emigrar que a geração anterior (Millennials, nascidos entre 1981 e 1994). Curiosamente, a disponibilidade para uma experiência no exterior é maior entre os Baby Boomers (1946-1964) do que na Geração X (1965-1980), com 33% e 28%, respetivamente.

 

Segundo os dados recolhidos pela consultora de recursos humanos Hays, para os jovens nascidos a partir de 1995 é mais interessante sair de Portugal do que ir viver para outra zona do país (só 12% o admitem). Os países mais apelativos para a emigração são Estados Unidos, Espanha e Alemanha. À medida que a idade aumenta, surgem outros destinos preferenciais, como Reino Unido, Angola ou Austrália.

 

"As gerações mais recentes estão mais predispostas para uma mobilidade internacional do que qualquer outra geração, pois nasceram num mundo digital e sem barreiras geográficas. Por isso, conceitos como o ‘gap year’, onde a pessoa tira geralmente um ano sabático para poder viajar, conhecer novas culturas e línguas, ou fazer voluntariado, são cada vez mais uma tendência entre os jovens", aponta Paula Baptista, diretora da Hays Portugal.

 

No relatório "Talento Z: Os nativos digitais no mercado laboral", que mostra também que a possibilidade de trabalhar a partir de casa (72%), o seguro de saúde (72%) e a flexibilidade de horários (70%) são os três principais benefícios valorizados, a empresa de recrutamento analisou as preferências e tendências no mercado laboral português, dividindo a amostra por quatro gerações diferentes, num total de mais de 855 inquiridos.




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