Emprego Verão desilude e deixa taxa de desemprego estagnada em 6,7%

Verão desilude e deixa taxa de desemprego estagnada em 6,7%

Como se previa, números do emprego relativos ao período do Verão são decepcionantes. A taxa de desemprego deixou de baixar, estagnando em 6,7%. Há um ano, a dinâmica era bem diferente.
Verão desilude e deixa taxa de desemprego estagnada em 6,7%
Manuel Esteves 07 de novembro de 2018 às 11:06

O verão não trouxe boas notícias em matéria de emprego. A taxa de desemprego, que caiu acentuadamente nos meses anteriores, estagnou, mantendo-se nos 6,7% registados no trimestre anterior, acaba de revelar o Instituto Nacional de Estatística (INE). O contraste com o verão de 2017 é revelador: na altura, a taxa de desemprego diminuiu 0,3 pontos face ao trimestre anterior e dois pontos percentuais face ao período homólogo.

Em matéria de emprego, as conclusões são as mesmas. Embora tenha havido um aumento da população empregada, de 0,6%, este fica abaixo do registado no verão de 2017, quando subiu 0,9%. Em termos homólogos, a mesma coisa: o crescimento de 2,1% neste terceiro trimestre compara com um aumento de 3% verificado período homólogo do ano passado.

Estão agora empregadas 4,9 milhões de pessoas, enquanto permanecem no desemprego 352,7 mil pessoas.


Estes números vêm confirmar a tendência já identificada nos números mensais sobre o mercado de trabalho que o INE também divulga. Tal como o Negócios noticiou há uma semana, o instituto estatístico reviu a taxa de desemprego em Agosto em alta, dando conta daquele que foi o primeiro aumento desde Fevereiro de 2016. Porém, em relação a Setembro, e numa primeira estimativa que ainda terá de ser confirmada, o INE antecipou uma ligeira descida da taxa de desemprego para 6,6% o que, a confirmar-se, será o valor mais baixo dos últimos 16 anos.

No início deste ano, o mercado de trabalho começou a dar sinais de perda de vigor. Porém, a aproximação do Verão trouxe trouxe um novo dinamismo, com as actividade associadas ao turismo. Porém, olhando agora para os dados do INE, conclui-se que o mercado de trabalho parece estar efectivamente a estabilizar depois de vários anos de recuperação espectacular, que superou todas as expectativas. 




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