Seguro ainda acredita num acordo sobre lei laboral e espera que "diálogo nunca se esgote"

O Presidente da República espera que "todos façam a sua parte" e garante que cumpre a promessa de vetar a legislação se não houver acordo entre os parceiros.
O Presidente da República acredita que ainda será possível chegar a acordo.
Paulo Novais/Lusa
Paulo Ribeiro Pinto 18:47

O Presidente da República acredita que ainda será possível chegar a um acordo para a revisão da lei laboral, esperando que o "diálogo nunca se esgote", pedindo convergência para se chegar a "bom porto".

A expectativa de António José Seguro foi transmitida aos jornalistas no último dia de presidência aberta pelos concelhos afetados pelas tempestades do início do ano e poucas horas depois da UGT ter rejeitado a última versão da proposta do Governo para as mexidas no Código do Trabalho.

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"Considero que o país precisa muito de diálogo e, enfim, ainda não foi possível chegar a esse entendimento, segundo as declarações que foram feitas pela UGT, mas eu renovo essa necessidade de que o diálogo nunca se esgote, porque é através do diálogo que pode pode haver convergência", afirmou durante uma visita ao quartel dos bombeiros voluntários de Pedrógão Grande, em Leiria, em declarações transmitidas pela RTP.

Lembrando que "o país tem muitos problemas", o chefe de Estado afirmou que "era importante que nós tivéssemos um espírito de paz social e de tranquilidade e uma convergência entre os trabalhadores e entre os empresários", esperando que "todos façam a sua parte para se chegar a um bom porto em matéria de legislação laboral."

Apontando para o que disse a central sindical, Seguro acredita que "haveria condições para continuar a dialogar", indicando que "enquanto houver essa disponibilidade, julgo que não se deve fechar nenhuma porta."

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A mesma expressão foi usada pelo Governo. No final do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o Executivo "aguarda a receção da posição oficial da UGT", mas garantiu que "o Governo está, como esteve sempre, com a porta aberta à negociação. O Governo tem a porta aberta para completar a negociação", afirmou quando questionado sobre a disponibilidade do Executivo para prolongar as discussões com os parceiros sociais.

Seguro indicou ainda que não se podendo "substituir aos intervenientes, os trabalhadores têm representantes, os empresários têm representantes, o Governo representa o poder executivo e, portanto, são esses os três intervenientes que têm que se entender."

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