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Banco Mundial propõe baixar salários mínimos para enfrentar robôs

O Banco Mundial propõe a redução dos salários mínimos e mais facilidades na contratação e despedimentos como forma de minimizar a ameaça que a automatização da economia constitui para o mercado de trabalho.

Reuters
Pedro Curvelo pedrocurvelo@negocios.pt 22 de Abril de 2018 às 10:00
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Tendo em conta que substituir trabalhadores por máquinas reduz custos, um relatório do Banco Mundial vem agora sugerir que uma boa forma de combater o "avanço dos robôs" seria reduzir os salários mínimos e flexibilizar as leis laborais, facilitando os despedimentos.

No draft do "Relatório de Desenvolvimento Mundial para 2019", o Banco Mundial sublinha que a ameaça das tecnologias para o emprego é "largamente exagerada".

"Cenários catastróficos em que robôs substituem humanos, empobrecendo os trabalhadores, agitam sempre a sociedade. Mas os criadores desses cenários são tão visionários que muito poucas das suas previsões se tornaram verdadeiras", assinala o documento.

Os autores do documento recordam que Keynes, em 1931, antevia que o uso crescente de máquinas levaria a enormes níveis de desemprego.

O documento admite que a automatização irá provocar perda de postos de trabalho nalguns sectores, mas sublinha que irá criar outros empregos, destacando a necessidade de requalificação dos trabalhadores afectados.

Uma das soluções para minimizar o impacto da automatização e uso de robôs no mercado laboral passa por limitar os aumentos, ou mesmo reduzir ou extinguir, os salários mínimos, defendem os autores.

Os pressupostos para a existência de um salário mínimo – garantir um rendimento para um nível de vida com um mínimo de dignidade – podem ser assegurados através de mais apoios dos Estados aos mais carenciados, argumentam.

O documento frisa que elevados salários mínimos geram mais custos e reduzem os níveis de emprego.

Por outro lado, o Banco Mundial advoga que os empregadores deverão ter maior liberdade para a contratação e despedimento de trabalhadores, com leis laborais mais flexíveis, e a redução das indemnizações por despedimento.

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