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Em seis meses, pandemia destrói quase metade do emprego criado em seis anos na Zona Euro

Nos primeiros seis meses deste ano, a Zona Euro perdeu cerca de 5 milhões de empregos, quase metade do que foi criado desde a crise de dívida soberana.

Mariline Alves/Cofina
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 14 de Agosto de 2020 às 12:35
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O impacto económico da pandemia originou a perda de 4,996 milhões empregos entre os 19 países que compõe a Zona Euro, nos primeiros seis meses deste ano. Quase metade dos cerca de 12 milhões de postos de trabalho que foram acumulados desde a crise de dívida soberana, nos últimos seis anos, de acordo com os cálculos do Negócios, com base nos dados divulgados hoje pelo Eurostat. 

Desde o segundo trimestre de 2014, quando o emprego da região começou a dar sinais de retoma dos resquícios da crise de dívida dos países do Sul da Europa - que levou à explosão das taxas de juro nos países da chamada periferia - a região foi capaz de criar 12,161 milhões de novos empregos até ao final do ano passado.

Em Espanha, o único país do sul da Europa já com os dados provisórios do emprego referentes aos primeiros seis meses do ano, foram criados 2,3 milhões de postos de trabalho no mesmo período em análise. E nos primeiros seis meses do ano, a covid-19 protagonizou um golpe de 1,6 milhões em termos de pessoas empregadas.

Nos Estados Unidos, com uma população idêntica à de toda a Zona Euro, a população empregada diminuiu cerca de 12 milhões nos primeiros seis meses deste ano, quase o dobro da queda que está a ser registada na Europa.

Apesar desta robusta queda, espera-se que surjam ainda mais declínios nos próximos meses, numa altura em que os Governos estão a desenhar a melhor forma possível para terminar com os programas de apoio ao emprego, como é o caso do "lay-off" em Portugal. 

Quedas recorde no segundo trimestre
Nesta sexta-feira, o Eurostat divulgou os dados referentes ao emprego do segundo trimestre, anunciando a maior queda de pessoas empregadas na região, desde que o registo começou a ser feito, em 1995, outro dos sinais que evidencia o impacto da pandemia na economia da região. 

Entre abril e junho, o período mais afetado pelas medidas de confinamento decretadas pelos governos um pouco por toda a região, a Zona Euro perdeu 2,8% do emprego que tinha registado e a União Europeia teve uma contração de 2,6%, em comparação com o trimestre anterior. 

No primeiro trimestre, o emprego subiu 0,2% na Zona Euro e 0,1% na União Europeia, também com base numa comparação em cadeia.

Em termos homólogos, o emprego caiu 2,9% na Zona Euro e 2,7% na União Europeia, no segundo trimestre deste ano, depois de ter registado uma subida de 0,4% em ambas as regiões entre janeiro e março. 

Hoje, o instituto de estatística divulgou também a sua segunda estimativa rápida sobre os dados do PIB (produto interno bruto), que contraiu 15% no segundo trimestre na Zona Euro, em termos homólogos.
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