Europa Explosão em metro de São Petersburgo faz dez mortos

Explosão em metro de São Petersburgo faz dez mortos

De acordo com meios locais, o túnel entre duas estações terá sido afectado por uma explosão que deixou uma dezena de mortos e 47 feridos. O presidente russo, Vladimir Putin, não exclui a hipótese de terrorismo.
Explosão em metro de São Petersburgo faz dez mortos
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 03 de abril de 2017 às 13:29
Pelo menos dez pessoas morreram e 47 ficaram feridas esta segunda-feira, 3 de Abril, na sequência de uma explosão registada por volta das 14:40 (hora local, 12:40 em Portugal continental) numa composição do metro de São Petersburgo, a segunda maior cidade da Rússia.

O número de vítimas é avançado pela agência noticiosa Reuters, citando declarações da ministra da Saúde russa, Veronika Skvortsova, à Interfax. A explosão terá ocorrido no túnel entre duas estações da linha azul, identificadas como Sennaya Ploshchad e Tekhnologichesky Institut.

A agência Interfax dá conta, citando fontes não identificadas, que a explosão teve origem num dispositivo cheios de estilhaços, destinados a potenciar a área de abrangência e aumentar a gravidade dos ferimentos. Havia ainda um segundo dispositivo, colocado na estação de Ploshchad Revolutsii, que foi entretanto desactivado.

As autoridades referem terem sido emitidos dois mandados de captura para suspeitos de terem colocado ambos os dispositivos na composição e na estação. 


Todas as estações de metro foram encerradas na sequência dos incidentes, avança a Interfax, citando a empresa que gere o transporte metropolitano.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse que o Governo está a analisar todas as possíveis causas das explosões, incluindo a origem terrorista. "Já falei com o líder dos nossos serviços especiais, eles estão a trabalhar para identificar as causas. (...) As causas ainda não são conhecidas, é muito cedo. Vamos olhar para todas as possíveis causas, como terrorismo ou criminalidade comum," disse Putin, citado pela Reuters, durante um encontro com o seu homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko.

O comité de investigação russo abriu uma investigação criminal sobre a explosão, que classifica de "acto terrorista". 

Nos últimos anos o território russo tem sido alvo de vários ataques de militantes oriundos da Tchechénia. Em 2010 pelo menos 38 pessoas foram mortas quando duas bombistas suicidas fizeram detonar dispositivos no metro de Moscovo.

O metro da capital russa activou entretanto medidas de segurança adicionais e diz-se pronto a colaborar com o homólogo de São Petersburgo, onde há mais de 80 pessoas envolvidas nas operações de socorro, um número que pode aumentar para 120. Estão também envolvidas 17 ambulâncias.

Vários utilizadores das redes sociais colocaram nos últimos minutos vídeos e imagens das composições e das estações afectadas.







(Notícia actualizada às 17:59 com mais informação)



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