Europa Moedas defende que se fale do papel da Europa para travar escalada de populismos

Moedas defende que se fale do papel da Europa para travar escalada de populismos

O comissário europeu Carlos Moedas defendeu esta sexta-feira que é preciso contar a História da Europa para evitar a escalada do populismo e impedir que se venham a sentar no Parlamento Europeu aqueles que estão contra a Europa.
Moedas defende que se fale do papel da Europa para travar escalada de populismos
Pedro Catarino/Correio da Manhã
Lusa 22 de março de 2019 às 23:03

"Hoje temos 14 Estados-membros da Europa que têm partidos populistas. Em nove deles, esses partidos têm dez por cento de deputados nas assembleias nacionais e, por isso, temos de falar às pessoas sobre a importância da Europa. É crucial porque, se não o fizermos, vamos ter um Parlamento Europeu com aqueles que querem destruir a Europa e não podemos deixar que isso aconteça", disse Carlos Moedas.

 

O comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação falava aos jornalistas na Vista Alegre, Ílhavo, distrito de Aveiro, à margem da primeira edição do WinterCEmp, um debate informal sobre as questões europeias organizado pela Representação da Comissão Europeia em Portugal.

 

"É preciso contar a História da Europa, é preciso contar aquilo que a Europa nos trouxe e tentar fazer com que as pessoas possam sonhar com o futuro. A Europa deu-nos muito e hoje temos de dar a esta geração um sonho de futuro em relação à Europa", reforçou.

 

Sobre esse futuro europeu, em vésperas da saída do Reino Unido, Carlos Moedas escusou-se a fazer conjeturas: "O 'Brexit' é uma história triste para todos e ficará como um momento dos mais difíceis de ultrapassar, mas ninguém sabe o que vai acontecer".

 

O comissário europeu salientou, no entanto, que os efeitos da votação serão "completamente diferentes" caso seja aprovado o acordo, ou não, no parlamento britânico.

 

"Se votarem a favor, teremos uma saída equilibrada, negociada, em que conseguimos ter uma relação futura que estamos a construir com o Reino Unido, enquanto uma saída sem acordo vai criar uma grande complicação, não só no Reino Unido, mas também na Europa", comentou.

 

Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro-ministro e ex-presidente do European Publishers Council, foi outro dos intervenientes, aproveitando para partilhar memórias da aproximação à então Comunidade Económica Europeia (CEE) no governo da Aliança Democrática e da sua visão sobre os caminhos que a União Europeia deve seguir.

 

"Conseguimos fechar os dossiês mais importantes e só não aderimos à CEE em 1983 porque a França retardou a entrada da Espanha e a Alemanha queria a entrada simultânea dos dois países ibéricos", recordou.

 

Sobre o futuro, Balsemão defendeu a necessidade de aprofundar a união política para contrariar o agravamento dos nacionalismos, colocando-a ao mesmo nível da integração económica, a que falta ainda a consolidação da união monetária, a harmonização fiscal e a articulação de políticas públicas através de um ministro europeu da economia e finanças.

 




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