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Comissão Europeia quer novas regras para o alojamento local nas áreas de maior pressão

A Comissão vai avançar com novas regras para regular o arrendamento a turistas. A ideia é dar mais ferramentas aos Estados-membros para reagirem nas zonas de pressão habitacional e promoverem o turismo sustentável.

Lisboa limita alojamento local em freguesias com excesso de oferta
Lisboa limita alojamento local em freguesias com excesso de oferta Duarte Roriz
16 de Dezembro de 2025 às 16:17

O Executivo comunitário quer estabelecer “um quadro jurídico coerente, baseado em dados, claro e previsível”, que permita apoiar os Estados-membros “na adoção de medidas direcionadas e proporcionais, especialmente em áreas com pressão habitacional, e promovendo o turismo sustentável”. Esta é uma das medidas incluídas .  

A ideia é que as autoridades locais possam gerir o chamado alojamento local – ou arrendamentos de curta duração - permitindo flexibilidade, mas respeitando o “princípio da subsidiariedade”. Por outras palavras, equilibrando “os benefícios do AL com os potenciais efeitos negativos nos mercados habitacionais e nas comunidades”.  

Esta iniciativa legislativa irá complementar  o novo regulamento que, a partir de maio do próximo ano, passa a exigir o registo obrigatório dos proprietários das unidades de alojamento local – algo que, aliás, já ocorre em Portugal – e impõe a partilha de dados sobre transações reais entre as plataformas digitais e as autoridades nacionais. As plataformas passam a ter a obrigação de realizar verificações aleatórias e remover anúncios ilegais que lhes sejam comunicados. 

O objetivo da Comissão é, agora, em resumo, apoiar as autoridades nacionais na identificação de áreas com pressão habitacional, “com base em dados publicamente disponíveis”, e adotar medidas para proteger e promover a acessibilidade da habitação nessas áreas, incluindo através da simplificação de procedimentos administrativos, como o planeamento e o licenciamento urbanístico.  

A rápida expansão do arrendamento para turistas "combinada com práticas de investimento especulativo”, tem o efeito de fazer subir os preços, e “os residentes locais correm o risco de serem afastados do mercado devido a preços e rendas incomportáveis, enquanto outros não conseguem aceitar empregos ou oportunidades de educação porque não encontram habitação que possam pagar”, sublinhou o comissário Dan Jorgensen, que tem a pasta da energia e habitação, durante a apresentação das medidas esta tarde, no Parlamento Europeu. 

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