Europa Pedro Sánchez toma posse como líder do Governo espanhol

Pedro Sánchez toma posse como líder do Governo espanhol

Sem Bíblia nem crucifixo, rei Felipe VI já deu posse ao socialista este sábado.
Pedro Sánchez toma posse como líder do Governo espanhol
EPA
Sábado 02 de junho de 2018 às 10:50
Pedro Sánchez é oficialmente o novo presidente do Governo espanhol. Sem Bíblia nem crucifixo, pela primeira vez na história da democracia espanhola, o rei Felipe VI deu posse ao socialista este sábado às 11:00 (10:00 de Lisboa), depois de ter ganho na sexta-feira uma moção de censura contra Mariano Rajoy.

"Prometo cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente do Governo de Espanha com lealdade ao rei e guardar e fazer guardar a Constituição como norma fundamental do Estado asim como manter em segredo as deliberações do Conselho de Ministros", disse Sánchez na cerimónia de juramento, apenas com a Constituição junto a si, no Palácio da Zarzuela. Nos actos institucionais anteriores de tomada de posse de um novo primeiro-ministro também esteve presente o chefe do Governo precedente, que neste caso é o líder do Partido Popular (direita), Mariano Rajoy.

Na sequência desta cerimónia Sánchez terá de apresentar a composição do seu Governo, mas ainda não se sabe quando é que isso vai acontecer. Pedro Sánchez vai formar um Governo minoritário com ministros socialistas e independentes e o apoio parlamentar das restantes sete forças políticas, com muitos observadores a terem dúvidas sobre a estabilidade do novo executivo. A actual legislatura iniciou-se com as eleições de 26 de Junho de 2016 e terminará quatro anos depois, em 2018.

Recorde-se que o Congresso dos Deputados (parlamento) aprovou na sexta-feira por 180 votos a favor e 169 contra a moção de censura que afastou o Governo de direita liderado por Mariano Rajoy e, ao mesmo tempo, investiu o novo primeiro-ministro e líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

Apesar de apenas ter 84 dos 350 deputados do parlamento espanhol, os socialistas conseguiram reunir o apoio de um total de 180 votos, que incluem os representantes do Unidos Podemos (Extrema-esquerda, 67), a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC, separatistas, nove), o Partido Democrático e Europeu da Catalunha (PDeCAT, separatistas, oito), o Partido Nacionalista Basco (PNV, cinco),o Compromís (nacionalistas valencianos, quatro), o EH Bildu (separatista basco, dois), e a Nueva Canarias (nacionalista, um).

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