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PS destaca emissão de dívida conjunta e vê "enorme oportunidade" para Portugal

O deputado do PS Luís Capoulas Santos considerou hoje que o acordo alcançado no Conselho Europeu representa "uma enorme oportunidade" para Portugal e destacou a emissão de dívida conjunta da União Europeia.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 21 de Julho de 2020 às 16:22
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Em nome do PS, na Assembleia da República, o antigo eurodeputado congratulou-se com as conclusões desta cimeira europeia, declarando aos jornalistas que, "felizmente, são muito positivas para Portugal, e são positivas também para a Europa", e elogiou o primeiro-ministro, António Costa, e a diplomacia portuguesa.

Segundo Capoulas Santos, "não obstante o resultado final da negociação ter concluído por uma redução do montante global de apoio aos Estados-membros, o envelope financeiro português ficou praticamente ao mesmo nível, o que permite concluir que foi muito bem gizada a estratégia negocial conduzida por Portugal, pelo seu primeiro-ministro e pela diplomacia portuguesa".

O antigo ministro da Agricultura apontou o resultado das negociações no Conselho Europeu como "uma enorme oportunidade" para Portugal, observando: "Normalmente, a história demonstra-nos que os momentos de grande dificuldade são igualmente os momentos das grandes oportunidades".

"Mas o Conselho foi também muito positivo para a Europa, porque se deu um salto qualitativo histórico: pela primeira vez na história da União Europeia foi consagrado o princípio da mutualização da dívida", destacou o antigo ministro da Agricultura, referindo-se à emissão de dívida conjunta que irá financiar o Fundo de Recuperação.

O deputado do PS comparou essa decisão com a atuação passada da União Europeia: "Não foi atribuído aos Estados-membros, nesta crise provocada pela pandemia o mesmo tratamento, isto é, o mesmo abandono que foi concedido aquando da crise financeira a partir de 2008".

No que respeita a Portugal, Capoulas Santos referiu que o país vai receber "um envelope financeiro que, para além dos empréstimos, supera os 45 mil milhões de euros" nos próximos sete anos, "uma soma há poucas semanas ou há poucos meses inimaginável".

"Naturalmente que as dificuldades também são enormes, como sabemos, e o impacto desta crise será enorme na nossa economia e na nossa sociedade", ressalvou.

Depois, o deputado do PS assinalou a apresentação feita hoje do Plano de Recuperação 2020/2030 do Governo, sustentando que demonstra já uma preocupação "com a boa aplicação destes fundos, que será obviamente o desafio de curto e de médio prazo para todos os portugueses".

O Conselho Europeu aprovou hoje de madrugada um Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 de 1.074 mil milhões de euros e um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões, dos quais 390 mil milhões serão atribuídos em subvenções, transferências a fundo perdido, e os restantes 360 mil milhões em forma de empréstimo.

Somando 15,3 mil milhões de euros em subvenções no âmbito do Fundo de Recuperação e 29,8 mil milhões de euros de subsídios do Quadro Financeiro Plurianual, Portugal irá Portugal irá receber cerca de 45 mil milhões de euros nos próximos sete anos.
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