Europa Sondagens dão vitória a Sánchez mas não dão maioria a ninguém

Sondagens dão vitória a Sánchez mas não dão maioria a ninguém

As sondagens divulgadas logo após o encerramento das urnas atribuem, como esperado, a vitória ao PSOE de Pedro Sánchez. Contudo, confirma-se uma votação fragmentada que não permite vislumbrar uma solução óbvia de governo.
Sondagens dão vitória a Sánchez mas não dão maioria a ninguém
EPA
David Santiago 28 de abril de 2019 às 19:00
O PSOE venceu as eleições gerais deste domingo mas nem o bloco da esquerda, nem o bloco da direita, reúnem os deputados necessários para uma maioria absoluta, segundo mostra a sondagem realizada pela RTVE. Também os estudos de opinião divulgados pelo jornal online El Español e pela COPE atribuem a vitória aos socialistas sem que qualquer dos blocos detenha o número necessário para chegar ao mínimo de 176 mandatos que conferem a maioria absoluta na câmara baixa do parlamento espanhol. 

A sondagem da GAD3 para a RTVE atribui entre 116 e 121 deputados ao PSOE e entre 42 e 45 ao Unidas Podemos, um resultado que deixa estas duas forças longe da maioria absoluta. O mesmo verifica-se à direita, pois a sondagem dá entre 69 e 73 deputados ao PP, 48 ou 49 ao Cidadãos e entre 36 e 38 ao Vox.

O estudo do El Espanõl segue a mesma linha: PSOE entre 114 e 120 mandatos, PP entre 74 e 79, Cidadãos entre 49 e 55, Unidas Podemos entre 44 e 50, e Vox entre 29 e 33.

Assim como a sondagem da IMOP insights para a COPE: PSOE (105 a 120 deputados), PP (67 a 77 deputados), Unidas Podemos (45 a 60 deputados), Cidadãos (40 a 50 deputados), e Vox (35 a 50 deputados). A ERC (esquerda independentista catalã) e o PNV (nacionalistas bascos) surgem como os partidos mais votados entre as forças políticas mais pequenas. 

A leitura aos números destas sondagens - não se trata de projeções à boca das urnas, que não foram realizadas, mas de sondagens elaboradas ao longo da última semana - permite algumas conclusões rápidas:

- Esta eleição confirma o surgimento em força do Vox como partido de amplitude nacional;

- Para governar, o ainda primeiro-ministro e líder socialista Pedro Sánchez poderá precisar novamente do apoio de forças independentistas;

- Enorme quebra eleitoral do PP, partido fustigado pelos casos de corrupção e pelo surgimento de forte competição à direita (Cidadãos e Vox);

- Inesperada maior votação do bloco de esquerda face ao da direita (é o que apontam as sondagens da RTVE e do El Español, sendo que o estudo da COPE, assumindo a margem mais elevada de votações, alimenta a esperança de tanto a esquerda como as "direitas" chegarem à maioria absoluta).

Uma das primeiras reações às sondagens vieram do Cidadãos, com o secretário-geral do partido liberal, José Manuel Villegas a admitir que deverá ser uma tarefa "complexa" formar governo com base nos números indicados pelos estudos de opinião, reconhecendo ainda que a hecatombe do PP torna quase impossível a formação de uma "maioria alternativa" a um governo liderado pelos socialistas espanhóis.

Contida foi a reação do PSOE. A vice-secretária-geral Adriana Lastra realçou que todas as sondagens dão a vitória aos socialistas, mas escusou-se a grandes conclusões preferindo aguardar pela contagem dos votos. Por sua vez, o PP destacou a participação eleitoral que terá sido uma das mais elevadas de sempre.

Já o Podemos frisou que as sondagens mostram que os eleitores querem que seja o parlamento a encontrar a solução para a turbulência política espanhola - o mesmo é dizer que o partido liderança por Pablo Iglesias que concorreu a esta eleição na coligação eleitoral Unidas Podemos acredita poder negociar um acordo parlamentar para viabilizar um governo do PSOE ou mesmo para o integrar.

(Notícia atualizada com mais informações)



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