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Ursula von der Leyen: Portugal vai “jogar um papel fundamental” no processo de recuperação

A presidente da Comissão Europeia salienta em entrevista ao Público que Portugal terá um papel essencial no processo de reconstrução da crise, a partir de Janeiro de 2021, quando assumir a presidência da União Europeia.

A líder da Comissão Europeia fez o seu primeiro discurso sobre o “estado da União”.
Olivier Hoslet/EPA
Negócios jng@negocios.pt 18 de Setembro de 2020 às 09:16
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"Aguardo com grande expectativa a presidência portuguesa. Desde que assumi o cargo sempre vi em Portugal um forte aliado pela causa da Europa", afirmou a presidente da Comissão Europeia ao Jornal Público, salientando que a tarefa que o país vai ter pela frente, ao assumir a presidência da União Europeia, em janeiro do próximo ano, "vai ser de liderar e abrir o caminho para deixarmos o atual estado de incerteza e fragilidade provocado pelo coronavírus e iniciarmos o processo de recuperação, aproveitando a oportunidade do [fundo] "Próxima Geração UE" para mais modernização, mais digitalização e mais sustentabilidade para a nossa economia".

 

Numa entrevista coletiva, que envolveu uma dezena de jornais europeus e foi publicada esta sexta-feira, Ursula von der Leyen afirma que os planos nacionais de recuperação e resiliência "têm de ser individuais, porque são os Estados membros que sabem o que é melhor para a sua recuperação económica", mas diz acreditar que todos estão "alinhados nos objetivos de modernização e de sustentabilidade". E lembrou as duas grandes prioridades, a digitalização e o Green Deal, lançadas no Conselho Europeu de Julho, que deverão estar em cima da mesa no momento de os estados decidirem que reformas vão implementar.

 

Sobre as negociações da UE com o Reino Unido, a presidente da Comissão Europeia diz continuar "convencida que é possível assinar um acordo" de parceria económica e política antes do fim do ano. "Nós queremos um acordo comercial, e por isso foi uma surpresa tão desagradável ver o acordo [de saída] existente ser posto em causa pela proposta de lei [do mercado interno] do Reino Unido" lamentou, avisando que o país terá agora de "ser capaz de reparar a situação e restaurar a confiança que se quebrou".

"Isso para nós é o mais importante, e será determinante para o sucesso das negociações", remata.

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