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Bruxelas propõe mais união europeia na área da saúde

A presidente da Comissão Europeia defende o reforço das competências comunitárias na saúde, anuncia a criação de uma agência para a investigação biomédica e avisa os países que devem manter os estímulos à economia.

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António Larguesa alarguesa@negocios.pt 16 de Setembro de 2020 às 10:10
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"Precisamos de construir uma união mais forte a nível europeu na área da saúde. É tempo de fazê-lo". No seu primeiro discurso do Estado da União, marcado pela pandemia de covid-19, Ursula von der Leyen deu o mote para avançar com uma maior coordenação de esforços e de políticas entre os Estados-membros neste setor.

 

Face aos pedidos cada vez mais frequentes para que a União Europeia tenha mais poderes nesta área, a presidente da Comissão Europeia disse que "é mais claro do que nunca que temos de discutir a questão das competências na saúde" e que "é uma tarefa nobre e urgente fazê-lo [como parte da] Conferência sobre o Futuro da Europa", uma convenção agendada para discutir projetos de reforma da UE e possíveis alterações aos tratados.

 

Lembrando que o bloco europeu "precisa de stocks estratégicos para lidar com a dependência [externa] na cadeia de abastecimento, sobretudo nos produtos farmacêuticos", a sucessora de Jean-Claude Juncker propôs um reforço da Agência Europeia do Medicamento e também a criação de uma nova autoridade para a investigação e desenvolvimento na área biomédica, semelhante à americana BARDA.

 



Num discurso em que lembrou que "a pandemia e a incerteza que ela provoca ainda não terminaram" e que milhões de europeus estão "preocupados com as suas famílias, com os seus empregos ou simplesmente com a forma como vão chegar ao fim do mês", von der Leyen anunciou a realização no próximo ano de uma mega cimeira global com o tema da saúde, em Itália.

 

Manter os apoios no terreno

 

Perante os deputados do Parlamento Europeu, a responsável de origem alemã recordou o acordo fechado em julho para recuperar a Europa com 1,82 biliões de euros, sublinhando que os países "transformaram o medo e a divisão em confiança na UE, mostrando o que é possível quando [confiam] uns nos outros e nas instituições europeias".

 

"Pela primeira vez – e para tempos excecionais –, a Europa colocou no terreno as suas próprias ferramentas para complementar os estabilizadores orçamentais nacionais. Este é um momento marcante na história da União", acrescentou, citada pelo Politico. E ainda que seja necessário equilibrar os incentivos económicos e a sustentabilidade das contas públicas, completou que "definitivamente este não é momento de retirar os apoios".

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