Com Orbán fora de cena, UE prevê aprovar empréstimo à Ucrânia até fim de junho
Com a mudança de primeiro-ministro na Hungria, a União Europeia prevê iniciar o desbloqueio de um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia durante o segundo trimestre, disse esta o comissário europeu da Economia, Valdis Dombrovskis.
"Os resultados das eleições na Hungria permitem-nos agora desbloquear o nosso programa de apoio de 90 mil milhões de euros a favor da Ucrânia para este ano e para o próximo", congratulou-se Dombrovskis em declarações à agência de notícias francesa AFP.
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"O nosso objetivo é que a primeira tranche do nosso empréstimo à Ucrânia seja transferida para o país já no segundo trimestre deste ano", ou seja, antes do final de junho, acrescentou.
Este importante empréstimo estava bloqueado desde o final de 2025 pelo Primeiro-Ministro húngaro Viktor Orbán, próximo do presidente russo Vladimir Putin.
Com a derrota eleitoral de Orban no domingo, que levará Peter Magyar a assumir o comando do país em maio, Bruxelas espera desbloquear rapidamente estes fundos.
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Alguns responsáveis da União Europeia participarão aliás na sexta-feira em Budapeste numa primeira reunião com as equipas do futuro Primeiro-ministro húngaro.
Os 90 mil milhões de euros do empréstimo devem cobrir dois terços das necessidades financeiras da Ucrânia, segundo M. Dombrovskis.
Mas, de acordo com o comissário europeu, "pode-se estar bastante confiante quanto à nossa capacidade de cobrir a totalidade das necessidades de financiamento da Ucrânia", graças à ajuda de outros parceiros.
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Presente em Washington esta semana, no âmbito dos encontros do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que reúnem muitos responsáveis económicos e ministros, Vladis Dombrovskis assegurou que o apoio da UE a Kiev "figurava em boa posição" na sua agenda.
"Assim como a manutenção das pressões e das sanções contra a Rússia, o agressor", acrescentou.
Segundo aquele responsável europeu, Moscovo "sai a ganhar desta guerra no Irão, pois esta proporciona-lhe lucros excecionais que alimentam [a sua] máquina de guerra".
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O conflito no Médio Oriente também submete as perspetivas económicas a uma grande incerteza, acrescentou Vladis Dombrovskis.
A escalada dos preços da energia suscita receios de uma forte aceleração da inflação e de um bloqueio económico para muitos países.
O comissário europeu para a Economia espera que o crescimento na UE seja reduzido entre 0,2 e 0,6 pontos percentuais este ano, dependendo da evolução do conflito.
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Segundo aquele responsável, a resposta dos países membros ao aumento dos preços, em particular da energia, deve permanecer moderada e temporária, sob pena de pesar demasiado sobre as finanças públicas.
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