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Ucrânia avança e reconquista cidades no nordeste do país

As forças ucranianas retomaram este fim de semana os avanços e reconquistam 20 cidades em 24 horas. Ao mesmo tempo, os comandantes do Kremlin enfrentam críticas em Moscovo.

Lusa_EPA/reuters
Diogo Mendo Fernandes diogofernandes@negocios.pt 12 de Setembro de 2022 às 13:33
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As forças ucranianas estão a recuperar terreno que tinha sido tomado pela Rússia. De acordo com o exército ucraniano, nas últimas 24 horas, foram reconquistadas 20 cidades e vilas no nordeste do país. Ao mesmo tempo, a Rússia admitiu abandonar a cidade de Izium, a sua fortaleza na região.

No total terão sido recapturados cerca de 500 quilómetros quadrados de território. Em resposta, Moscovo bombardeou Poltava, Sumy e Kharkiv, causando um apagão nesta última cidade.

O Kremlin já respondeu aos avanços ucranianos através de um comunicado pelo porta-voz, Dmitry Peskov, que reiterou que a Rússia vai conquistar os objetivos da sua "operação militar especial" na Ucrânia.

Entretanto, o ministério da defesa do Reino Unido revelou que o sucesso das forças ucranianas na região tem "implicações significantes" para a operação russa e que "provavelmente foi ordenada a retirada das tropas [russas] da região de Kharkiv Oblast a este do rio Oskil".

Comandantes de Putin enfrentam críticas em Moscovo

Para já as críticas têm sido feitas aos comandantes russos e não a Putin e agravaram-se com a perda de território por parte do Kremlin.

No domingo foi Ramzan Kadyrov, líder da República da Chechénia, que acusou o comando militar russo de "erros" na região de Kharkiv. "A não ser que existam mudanças na estratégia para conduzir a operação especial militar hoje ou amanhã, eu terei de ir à liderança do ministério da Defesa, ou à liderança do país para explicar a situação real no terreno", revelou Kadyrov numa mensagem de voz publicada no seu canal de Telegram.

Também Sergei Markov e Sergei Mironov, apoiantes do Kremlin, pediram que o fogo de artificio de inauguração de uma roda gigante na Rússia fosse cancelado, ou adiado, "até à vitória", uma vez que "o governo não deve celebrar quando as pessoas estão de luto".
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