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Juncker já enviou para o Parlamento Europeu proposta para alargar período de "nojo" de políticos

O presidente da Comissão Europeia pretende alargar o período de incompatibilidade de funções dos ex-comissários europeus e do presidente da instituição, depois da ida de Durão Barroso para o Goldman Sachs.

François Lenoir/Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 23 de Novembro de 2016 às 12:23
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A ida de Durão Barroso para o Goldman Sachs gerou muita polémica, apesar do ex-presidente da Comissão Europeia ter cumprido com as regras de incompatibilidade. Certo é que o debate gerou-se e deu origem a alterações de normas, que estão a ser apresentadas pelo actual presidente da Comissão e que têm como objectivo aumentar o período de "nojo".


Jean-Claude Juncker enviou ao presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, uma carta a pedir o parecer da instituição sobre duas questões, sendo a mais mediática a que se refere ao alargamento do período de incompatibilidades dos ex-comissários europeus e do presidente da Comissão.

 

A Comissão Europeia propõe assim "regras mais rigorosas para o código de conduta dos comissários, aumentando o período de incompatibilidade dos actuais 18 meses para dois anos, no caso de ex-comissários, e para três anos, no caso do presidente da Comissão."

 

"À luz da experiência recente de membros da Comissão anterior, penso que o nosso código de conduta deve ter regras mais rigorosas, a fim de consagrar o padrão ético mais elevado possível para eventuais casos de conflito de interesses", salienta Juncker na carta enviada ao Parlamento.

 

"Para o futuro, quero aumentar o período de incompatibilidade dos antigos presidentes para três anos. As regras mais rigorosas não serão certamente suficientes para garantir um comportamento ético aceitável em todos os casos, mas constituem um ponto de partida indispensável", sublinha o mesmo responsável.

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