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Parlamento Europeu declara Rússia como "Estado patrocinador do terrorismo"

Decisão surge mais de oito meses depois da invasão russa da Ucrânia. Integração na lista de "países patrocinadores do terrorismo" deixa Rússia mais isolada no panorama internacional.

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Joana Almeida JoanaAlmeida@negocios.pt 23 de Novembro de 2022 às 14:03
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O Parlamento Europeu aprovou esta quarta-feira uma resolução que declara a Rússia como um "país patrocinador do terrorismo". A decisão surge mais de oito meses depois da invasão russa da Ucrânia, que provocou a morte de milhares de cidadãos e a destruição de infraestruturas críticas.

Na resolução aprovada (com 494 votos a favor, 58 contra e 44 abstenções), os eurodeputados notam que, depois de ter invadido o país vizinho em fevereiro, "a Rússia, sob o regime ditatorial de Vladimir Putin, tem continuado a sua ilegal, não-provocada e injustificada guerra de agressão contra a Ucrânia", em violação do direito internacional e humanitário.

Destacam que, desde o início da guerra, a Rússia tem atacado deliberadamente os cidadãos ucranianos e cometido inúmeras "atrocidades" como o massacre de Bucha, vitimando milhares de cidadãos ucranianos. Dizem ainda que, até ao momento, os bombardeamentos russos "danificaram ou destruíram 60.982 infraestruturas civis".

Face a isso, reconhecem a Rússia como um Estado patrocinador do terrorismo e como um Estado que "utiliza métodos de terrorismo".

No entanto, como a UE não pode designar oficialmente Estados como patrocinadores do terrorismo, a resolução do Parlamento Europeu serve para apelar aos 27 Estados-membros para que criem um quadro jurídico adequado e considerem a possibilidade de acrescentar a Rússia à lista de "países patrocinadores do terrorismo".

Essa integração na lista de "países patrocinadores do terrorismo" implica medidas mais restritivas em relação à Rússia, no que toca às relações comerciais e diplomáticas com o país, deixando a Rússia mais isolada no panorama internacional.

A resolução do Parlamento Europeu apela ainda a que o Conselho inclua a organização paramilitar russa "Grupo Wagner", o 141.º Regimento Especial Motorizado e outros grupos armados, milícias e forças financiadas pela Rússia na lista de terroristas da UE e apela à UE para que conclua rapidamente o nono pacote de sanções contra a Rússia.

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