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Atividade industrial na Zona Euro com maior contração em quase seis anos

É mais um sinal alarmante que confirma a desaceleração da atividade económica nos países da Zona Euro: no mês de março, o setor da indústria registou a maior contração em quase seis anos.

Indústria
Indústria Bloomberg
01 de Abril de 2019 às 09:54

A atividade industrial na Zona Euro contraiu em março, pelo segundo mês consecutivo, em mais um sinal que aponta para a desaceleração da economia da região.

De acordo com os dados revelados esta segunda-feira, 1 de abril, pela Markit Economics, o PMI (índice de gestores de compras) para a indústria caiu de 49,3 pontos, em fevereiro, para 47,5 pontos em março, o que representa a maior contração desde abril de 2013, e um resultado muito abaixo do esperado pelos economistas. Recorde-se que leituras acima de 50 pontos indicam expansão, ao passo que resultados abaixo desse limiar sinalizam contração.

"Os dados do PMI de março indicam que o setor industrial da Zona Euro está a viver o seu maior declínio desde o auge da crise da dívida da região em 2012. Os números indicam que a produção terá caído a uma taxa trimestral de aproximadamente 1% em março, sugerindo que a recuperação de janeiro deverá revelar-se de curta duração", afirma Chris Wiliiamson, economista-chefe da IHS Markit, citado no relatório.

Segundo a Markit Economics, o PMI tem registado "uma trajetória amplamente descendente" depois da série de recordes atingidos no final de 2017, sendo que, em março, a debilidade centrou-se principalmente nos setores dos bens intermédios e dos bens de investimento. "Ambas as categorias registaram deteriorações notáveis, o que contrastou com o setor dos bens de consumo".

Analisando os dados mais recentes por país, as três maiores economias da região registaram todas leituras abaixo de 50 pontos, em março. O movimento de contração foi liderado pela Alemanha, onde as condições operacionais se deterioraram ao ritmo mais acelerado em mais de seis anos e meio. Também em Itália o PMI desceu para mínimos de quase seis anos, enquanto França voltou a registar uma contração, ainda que modesta.

Pelo contrário, na Grécia, o setor da indústria viveu o seu melhor mês do último ano, com o país a resistir à tendência regional de quebra.

A Markit Economics indica que o fraco desempenho da atividade industrial esteve "intimamente ligado a um ambiente de deterioração da procura", confirmado pelos dados que mostram que as novas encomendas registaram a maior queda desde o final de 2012.

"Olhando para os indicadores prospetivos, os riscos descendentes intensificaram-se, e a tendência poderá deteriorar-se claramente no segundo trimestre", antecipa Chris Williamson.  

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