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Portugal esteve sozinho contra Dijsselbloem no Eurogrupo

Mourinho Félix confirmou que não houve nenhum outro país que confrontasse o actual presidente do Eurogrupo sobre as suas declarações relativas aos países do Sul.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 07 de Abril de 2017 às 12:39
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O secretário de Estado das Finanças de Portugal confrontou o presidente do Eurogrupo, Jeroem Dijsselbloem, à entrada da reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, que decorreu esta manhã, pedindo que apresentasse um pedido de desculpas na reunião. Dijsselbloem reagiu prontamente, dizendo que a postura de Portugal neste processo foi "chocante".

 

Quando a reunião começou o presidente do Eurogrupo abordou o assunto, confirmou Ricardo Mourinho Félix, que também revelou que nenhum outro responsável político fez qualquer comentário sobre este caso.

 

"No início da reunião fez umas breves declarações dizendo que lamentava as palavras que tinha escolhido e que não tinha como objectivo de ofender ninguém", afirmou Ricardo Mourinho Félix, secretário de Estado das Finanças, no final da reunião dos ministros das Finanças do Euro.

 

Esta posição "reforça a ideia de que não percebeu que não é uma questão de palavras, mas da mensagem que está subjacente e do entendimento do que se passou nos países que estiveram sob resgate, que foi um ajustamento muito forte e difícil e que decorreu de um conjunto de fragilidades estruturais e não de uma postura irresponsável da parte desses países", salientou Mourinho Félix em declarações, à saída da reunião do Eurogrupo, transmitidas pela RTP 3.

 

"Não é uma postura que una a Europa", bem pelo contrário, "divide" e "se há coisa que [o presidente do Eurogrupo] tem de fazer é unir a Europa", sublinhou.

 

O secretário de Estado das Finanças reiterou que o que está em causa não são "palavras mal escolhidas", mas sim "uma ideia que esse conjunto de países pediu ajuda porque teve um comportamento irresponsável", o que significa que Dijsselbloem não entendeu o que aconteceu.

 

"Portugal tem tido um progresso fantástico que deve ser reconhecido" e que o tem sido por outros responsáveis, "mas que aparentemente não é suficiente para o senhor Dijsselbloem".

Mourinho Félix "confirma que nenhum ministro se manifestou" na reunião em relação a este caso e defende que o líder do Eurogrupo deve ser uma pessoa com uma visão que una os países do euro. 

Apesar de não ter havido qualquer outro responsável político a insurgir-se, na reunião do Eurogrupo, sobre este tema, têm sido várias as críticas dirigidas a Dijsselbloem sobre este assunto.

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